Eu queria tanto que parasse...
Não custa sonhar, mas a natureza humana é isso tudo mesmo... Pobre, mas nada limpinha.
Fiquei matutando hoje quando tudo começou: será que foi na luta pelo primeiro tacape, sei lá, eu quero o teu porque o teu é melhor?
O cenário de tudo é sempre a caverna (nada de platonismo nisso. I have said).
Vai entender...
Publicado em 29 de dezembro de 2008 às 20:28 por gh
Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz.
Hoje eu desenho o cheiro das árvores.
Publicado em 23 de dezembro de 2008 às 22:32 por gh
Hoje disponho um vídeo do Abri, banda que A-D-O-R-O!!!
Eles são de Dubai (pelo menos moram em Dubai, os dois negões gostosos são africanos. Jura? Nossa! Pensei que fossem dinamarqueses! Marcele Idiota!). Assisti a um show deles e amei! O tecladista (Jay) é casado com uma brasileira muito querida, a Carla.
Então, essa música deles, "A Piece of Yourself", está concorrendo ao MTV Awards Arabia.
Adoro os caras porque o som deles é muito soul, tem muita influência do Stevie Wonder, que eu amo de paixão!!!! Eita nêgo que eu amo é esse Stevie!
Quem quiser conferir:
http://www.youtube.com/watch?v=PEq23hKonYA&feature=related
Ahhhh!!! E caralho, que que foi a Dona Vilma cantando ontem??? Foi lindo, lindo, lindo e lindo. Eita pessoa iluminada!
Salve filha de Oxum!!!!!
Publicado em 15 de dezembro de 2008 às 16:08 por gh
A leitura de Metafísica pelo pensamento islâmico
The soul (nafs) is a pure intellectual substance (jauhar 'aqlí) incorporeal and immortal which descended from the world of intelligence to the world of sense and corporealty (p. 252).
* * *
The intellect is all things and its essence comprehends all things, so that when it sees its own essence it sees all things (p. 253).
* * *
Desire begets pain until it accomplishes its desire in the world of perception. Out of this desire, the soul is formed (p. 253)
* * *
The results of secondary causes are not to be attributed to a will residing in the stars. The body, which is merely the instrument of the soul, persihes and disintegrates when the soul has no further use for it and leaves it. Because of the soul man is what he is. The soul remains ever in one state subject neither to corruption nor dissolution.
(Do livro The Islamic Art, organizado por ARNOLD, Thomas. Ed. 2001). Putz, dei a maior sorte: comprei por 15 dihams (7 reauuuu!), novinho, numa livraria só de livro islâmico aqui em Sharjah (no Qasbas).
Nunca tinha imaginado o quanto os árabes beberam dos gregos... Vivendo e aprendendo.
Publicado em 04 de dezembro de 2008 às 05:16 por gh
!!!
Publicado em 03 de dezembro de 2008 às 19:00 por gh
Eu queria entender todas as coisas que não entendo.
Queria aprender mais rapidamente, porque é foda, eu sempre insistindo no erro, como um boi que pasta sem razão.
Mas não dá pra ficar de pretérito.
Tem que ter ação.
E por que toda essa coisa ruim aqui dentro?
Não sei explicar todo esse nó na garganta, toda essa coisa sem motivo, simplesmente idiota que me causa tristeza quando na verdade tristeza só é pra ser absorvida mesmo em momentos raros da vida, que lhe cabem beber o sumo.
Eu queria entender. Se bem que entendo.
Mas eu queria ser melhor.
Tenho fé, muita fé, mas é foda porque a fé sempre entra em conflito com a loucura, o pathos. E fé amolece com pathos.
Fé amolece.
Há tantas coisas lá fora, há tanto kháos, e eu aqui, nesse estado suspenso.
Está errado.
A pessoa precisa aprender.
Um dia a pessoa vai ter que aprender caralho! Como um dia a pessoa aprende a enxergar aquilo tudo.
Espero que isso passe logo. Afinal, só depende de mim.
Publicado em 30 de novembro de 2008 às 20:56 por gh
Tudo o que posso dizer hoje é UUUUFFFFAAAAAAAAAAAA!!!
Só queria entender essa coisa estranha aqui, apesar do UFA, apesar do fluxo...
Por que é que eu sou aasim? Hoje fiquei pensando que devo ter sido peixe de aquário na outra encarnação, porque porra, como é que a pessoa remói e corrói tanto numa idéia, sem conseguir escapar dela? Isso deixa a pessoa doente, deixa mesmo, a imunidade cai com esse movimento repetitivo todo...
E apesar do fluxo, eu fico aqui retida nessa pedra, como pessoa que engole água na correnteza.
Queria saber quando vou me libertar... Eu jurava que tinha me livrado desse incômodo, mas não... Algo me corrói e eu queria domar essa insanidade toda. Logo eu que acredito no Cosmos, e no entanto a pessoa fixa-se em certas imagens que frealmente consomem. Por que é que sou tão burra a ponto de não conseguir controlar todo esse arsenal de gestos românticos, recheado de phatos? Se fosse só breguice, mas não é. Trata-se de um incurável defeito de circularidade. Essa é a minha fraqueza, uma de minhas mais plenas estupidezes.
Eu realmente sou uma grande idiota.
Publicado em 18 de novembro de 2008 às 21:10 por gh
A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda me faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio.
Clarice, sempre a Clarice. Nem cansa.
Publicado em 16 de novembro de 2008 às 05:53 por gh
Uncomfortable as the night, with its rocking movement, and salt smells, may have been, and in one case undoubtedly was, for Mr. Pepper had insufficient clothes upon his bed, the breakfast next morning wore a kind of beauty. The voyage had begun, and had begun happily with a soft blue sky, and a calm sea. The sense of untapped resources, things to say as yet unsaid, made the hour significant, so that in future years the entire journey perhaps would be represented by this one scene, with the sound of sirens hooting in the river the night before, somehow mixing in.
(Virginia Woolf in "The Voyage Out").
Bright as the day, with its sunny soul, and earth smells, may have been, and in one case undoubtedly was, for Miss Buendía had no clothes wearing her body, the tropical fruit juices went down her throath as a kind of perfumed baptism. The voyage had begun, and had begun magically with a diaphanous sky, and a content heat. The sense of colourfulness in her skin, things to say as yet and yet and never spoken, never to be, made life a question followed by blank answers, as blank as white sheets dryed in a Sunday morning, so that in future years the entire journey surely would be represented by this once scence, with the sound of a popular city crowd screams somewhere in the centre of a South American country, somehow mixing in.
(G.H. in "The Voyage In(n)").
Virginia, a você o texto de hoje. Com toda a minha eterna admiração do caralho, e principalmente, minha gratidão Mestre. Você, Clarice e João Cabral, meus mestres, sempre...
E eu que continuo na espera... Ansiedade que me mata. Tô até com caganeira hoje...
Publicado em 13 de novembro de 2008 às 07:03 por gh
Há um tempão não escrevo. Mas tudo bem, essa porra de blog não é para ser lido mesmo. Raramente alguém entra aqui pra ler o que escrevo. Ainda bem. Porque a grande verdade é que nem ESCREEEEEVO mesmo no blog tampouco tenho preocupação com leitor algum: serve só para estravazar alguns sentimentos, então é bom que fique no anonimato, que ninguém leia isso daqui assiduamente. Não sei com compromisso. Fora isso, acho lamentável fazer propaganda pra tentar pegar leitor... Isso é de péssimo gosto, pra não dizer um saco pra quem não tá nem aí pra ler o que você escreveu... Então meu blog é meu e pronto. Escrevo o que quiser, sem muito rigor ou forma, nessa porra aqui. Simplesmente porque é meu. Até acho engraçado quando alguém que não conheço comenta. São só espasmos, no fundo eu sou tão banal quanto toalha de crochê em cima da mesinha da sala. Sou clichê pra caralho too.
Hoje queria muito falar com você Grá!!!! Sabe naqueles dias em que você diz: "Caralho, meu, precisa contar...". Mas tô muito contente por você pelos sonhos que tá realizando. Outra hora conto.
Cada um faz o seu momento. Era para o meu estar sussu, e tava, relax pra caralho, afinal tô em Dubai, só estudando, só no perfume do bahur (sei lá como escreve essa porra! Só sei que amo!) e na companhia da mana Ju, fora o calor maravilhoso, o mar lindo, Bur Dubai que amo, o Karama"tion" e etc. etc. e tal. Mas não tá. Porque porra, isso do Islã ao mesmo tempo que é lindo na poesia é um saco do caralho do cacete na vida prática. Tô com um problemaço aqui devido à intransigência e principalmente, à hipocrisia dessa terra.
Quanta hipocrisia com sexo!!!!! Quanto pudor desnecessário! E se ainda eles acreditassem nesse pudor tudo... Recalcados, hipócritas do caralho! A opção é minha! Ou pelo menos deveria ser...
Isso tudo é uma merda.
Hoje tô muito puta.
Sabe aqueles dias em que a gente quer chorar, mas chorar não adianta because simpresmente não vai arrésorvê os pobrema?
Mãe Iansã ajuda. É só isso que posso pedir agora.
Jorge abre meus caminhos. Abre e protege, afasta daquilo que não desejo de coração.
Protege meu corpo.
Nem tenho o que falar.
Nunca tenho o que falar (mas falo). Verborréia. (Quando não escrevo é porque tô aprendendo a ouvir. Queria um dia só ouvir. Mas daí morreria sem escrever. Paradoxos. Sou um objeto em espamos).
O que tô fazendo aqui é vômito, registro pra ver que é que vai acontecer com essa porra in some weeks from now...
Life goes on without me cuz I ain´t got nobody.
Mudo a letra: Life goes on WITH or without me EVEN IF I´ve got SOMEBODY (maybe yes, maybe no).
Odeio a dúvida prática.
Amo o enigma.
Amo o mistério.
Mas a dúvida relacionada a temas mundanos, isso me irrita profundamente. Eu não tenho saco pra burocracia, nasci pro detalhe, não pra conta no papel nem pra sapato desses ridículos que a mulherada compra e deixa o pé com ponta de bruxa. Quem foi que falou que essa porra é bonita? E chapinha em cabelo ruim? Melhor ficar com ele ruim fia, melhor respeitar a natureza. Odeio quem invetou reunião, quem inventou regras e etiquetas sociais. No fundo tudo mundo é bicho caralho, por que desrespeitar a natureza?
Bicho é do caralho mesmo. Tem dignidade. Nunca perdeu a matéria-prima, nunca.
Na próxima encarnação quero bicho. Se não der, prefiro então nascer negão, de cabelo black power, um pintão enorme e esquecer que fui mulher!
Ser mulher às vezes dói.
E não é dorzinha nem abalinhos: chama-se PREOCUPAÇÃO, estar co cu na mão, gotcha?
Publicado em 10 de novembro de 2008 às 19:55 por gh