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        <title>A veia no pulso</title>
        <link>http://aveianopulso.tipos.com.br</link>
        <description></description>
        <language>pt-br</language>
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        <copyright>© 2000-2007 tipos.com.br</copyright>
        <category>Weblog</category>
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        <title>PoEmAs qUe FaLaM a MiNhA LíNgUa</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/15/poemas-que-falam-a-minha-lingua</link>
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    <description><![CDATA["A prometida", de Tony Theca (Guiné-Bissau)<br />
<br />
Dóli só<br />
Djena sem ninguém<br />
do romance inocente<br />
a tragédia bacilenta<br />
<br />
papá homem grande<br />
se meteu<br />
uma vaca<br />
um saco de farinha<br />
um tambor de cana<br />
umas folhas de tabaco<br />
<br />
a permuta<br />
a prometida<br />
<br />
três<br />
    dias<br />
        depois<br />
              da lua<br />
<br />
com fome de amor<br />
boca acre não come<br />
com sede de ternura<br />
garganta seca rejeita água<br />
as lágrimas engrossam<br />
e rolam<br />
no rosto macilento<br />
<br />
Djena dezassete chuvas<br />
Djena uma vida por viver<br />
Djena a prometida<br />
Djena mulher de hoje<br />
tem fome<br />
    não come<br />
tem sede<br />
    não bebe<br />
<br />
corpo de mulher<br />
inerte como o silêncio<br />
firme como a recusa<br />
repousa intacta<br />
num sono inviolável<br />
<br />
<%image(20080815-aa.jpg|350|231|)%><br />
("Pai e filho", de Hugo Delgado - Guiné)<br />
<br />
"Ressaca", de Osvaldo Alcântara (Cabo Verde)<br />
<br />
Venham todas as vozes, todos os ruídos e todos os gritos<br />
venham os silêncios compadecidos e também os silêncios satisfeitos;<br />
venham todas as coisas que não consigo ver na superfície da sociedade dos homens;<br />
venham todas as areias, lodos, fragmentos de rocha<br />
que a sonda recolhe nos oceanos navegáveis;<br />
venham os sermões daqueles que não têm medo do destino das suas palavras <br />
venha a resposta captada por aqueles que dispõem de aparelhos detetores apropriados; <br />
volte tudo ao ponto de partida, <br />
e venham as odes dos poetas, <br />
casem-se os poetas com a respiração do mundo; <br />
venham todos de braço dado na ronda dos pecadores,<br />
que as criaturas se façam criadores<br />
venha tudo o que sinto que é verdade <br />
além do círculo embaciado da vidraça... <br />
Eu estarei de mãos postas, à espera do tesouro que me vem na onda do mar...<br />
A minha principal certeza é o chão em que se amachucam os meus joelhos doloridos, <br />
mas todos os que vierem me encontrarão agitando a minha lanterna de todas as cores <br />
na linha de todas as batalhas.<br />
<br />
(Cesária Évora, maravilhosa!!!!!! Cesária é Cabo Verde)<br />
<br />
<%image(20080815-CesariaEvora.jpg|300|300|)%><br />
<br />
"Ausência", de Hélder Muteia (Moçambique)<br />
<br />
Sou dos que ainda estão presentes<br />
e bebem do amor a única ausência. <br />
<br />
Quantos pedaços de mentiras <br />
retenho na viscosidade do meu cuspo? <br />
<br />
Quantas verdades apaixonadas <br />
reclamam ansiosas o esperma das palavras? <br />
<br />
Nenhumas, talvez, nenhumas... <br />
escravizo o silêncio <br />
e faço dele o meu mensageiro. <br />
<br />
Estou presente em tudo ou mais <br />
e aí onde me procurarem<br />
será a minha próxima ausência.<br />
<br />
<br />
"Meninos e meninas", de Fernando Sylvan (Timor Leste)<br />
<br />
Todos já vimos<br />
nos livros, nos jornais, <br />
no cinema e na televisão<br />
retratos de meninas e meninos<br />
a defender a liberdade de armas na mão.<br />
 <br />
Todos já vimos<br />
nos livros, nos jornais, <br />
no cinema e na televisão<br />
retratos de cadáveres de <br />
meninos e meninas<br />
que morreram a defender <br />
a liberdade de armas na mão.<br />
<br />
Todos já vimos!<br />
E então?<br />
<br />
"São meus estes rios", de Manuel Lima (Angola)<br />
<br />
São meus estes rios<br />
que buscam caminho<br />
rastejando entre luar e silêncio, <br />
sombra e madrugada, <br />
até ao seu fim marítimo. <br />
<br />
A minha alma está neles, <br />
líquida e sonora <br />
como a água entre o quissange das pedras, <br />
o anoitecer nas fontes. <br />
<br />
Tenho rios vermelhos e quentes<br />
na minha dimensão física, <br />
rios remotos, remotos como eu.<br />
<br />
<%image(20080815-angola.jpg|454|302|)%><br />
("Angola", dos jornalistas brazucas Leandro Taques/Júlio Cesar)<br />
<br />
"Ilha Nua", de Alda do Espítito Santo (São Tomé e Príncipe)<br />
<br />
Coqueiros e palmares da Terra Natal<br />
Mar azul das ilhas perdidas na conjuntura dos séculos<br />
Vegetação densa no horizonte imenso dos nossos sonhos. <br />
Verdura, oceano, calor tropical <br />
Gritando a sede imensa do salgado mar<br />
No deserto paradoxal das praias humanas <br />
Sedentas de espaço e devida<br />
Nos cantos amargos do ossobô <br />
Anunciando o cair das chuvas <br />
Varrendo de rijo a terra calcinada <br />
Saturada do calor ardente <br />
Mas faminta da irradiação humana<br />
 Ilhas paradoxais do Sul do Sará <br />
Os desertos humanos clamam <br />
Na floresta virgem <br />
Dos teus destinos sem planuras...  <br />
<br />
("Filó", de Fv - São Tomé) - In: blog Calhau Rolado (muito bom!!!)<br />
<%image(20080815-Filo_Sao_Tome[1].JPG|350|263|)%><br />
<br />
"A concha", de Vitorino Nemésio (Açores)<br />
<br />
A minha casa é concha. Como os bichos<br />
Segreguei-a de mim com paciência:<br />
Fachada de marés, a sonho e lixos,<br />
O horto e os muros só areia e ausência. <br />
<br />
Minha casa sou eu e os meus caprichos.<br />
O orgulho carregado de inocência<br />
Se às vezes dá uma varanda, vence-a<br />
O sal que os santos esboroou nos nichos. <br />
<br />
E telhados de vidro, e escadarias<br />
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!<br />
Lareira aberta ao vento, as salas frias. <br />
<br />
A minha casa. . . Mas é outra a história: <br />
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,<br />
Sentado numa pedra de memória. <br />
<br />
<br />
<b>E O SONHO DE QUE UM DIA EU PISAREI EM TODAS ESSAS TERRAS...</b><br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/15/poemas-que-falam-a-minha-lingua">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://magro.tipos.com.br/arquivo/2008/08/15/preto-no-branco-3">Preto no Branco 3.</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/08/15/lancamento-de-livro">Lançamento de livro</a></li><li><a href="http://fermendonca.tipos.com.br/arquivo/2008/08/15/pra-maeve">Pra Maeve</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/15/poemas-que-falam-a-minha-lingua</comments>
    <pubDate>Fri, 15 Aug 08 11:25:19 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Eu queria estar em Argel agora...</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/14/eu-queria-estar-em-argel-agora</link>
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    <description><![CDATA[Hoje dedico o blog à Karen e à Fer, pessoas talentosíssimas que tive a sorte de conhecer. Pessoas não somente inteligentes, sensíveis e abertas às pulsações do mundo, mas acima de tudo pessoas iluminadas. <br />
Pena só a gente não se encontrar com mais constância...<br />
<br />
O primeiro poema (lindooooo!!!!!!) e o hai-kai são de autoria da Karen. Roubei do blog dela e somente após publicar vou avisar que roubei! Hehehehehehe! Dando os devidos créditos, obviamente. <br />
As fotos são da Fer. De delicadeza brutal.<br />
<br />
<%image(20080814-Fer2.jpg|197|262|)%><br />
<br />
<i>Uma voz. Existe sim uma voz que se desmancha por todos os sentidos nesta noite bizarra de luzes. Como em muitas outras situações anteriores rasga assim um pedaço da garganta de alguém que insiste. Que zomba das tardes de silêncio. Essa voz imensa que pára diante do semáforo indeciso. E arde na rua com a imprecisão de um raspão no rosto. Como um corte no ligamento do antebraço. Fina faca de desossar. De barulhos. De verdades que rasgam os tecidos das burcas. De idéias geniais. A voz que se põe diante do jogo. De damas. E o sussurro diante do absurdo. Inerte absurdo. E ecoa um pouco além daqui. Ainda que para ninguém ou para o semáforo surdo. Insiste ainda. Qual voz que reste.</i>(2006) <br />
<br />
<%image(20080814-Fer3.jpg|197|262|)%><br />
<br />
<br />
<b>suposto hai kai de inverno</b><br />
<br />
<i>filete<br />
<br />
finíssimo<br />
<br />
de luz<br />
<br />
bate sol na cama</i><br />
<br />
<%image(20080814-Fer.jpg|367|276|)%><br />
<br />
Blog da Karen: http://karendebertolis.blogspot.com/ <br />
<br />
Blogs da Fer: http://fermaga.blogspot.com/<br />
http://atelierdefotografia.blogspot.com/<br />
<br />
OBSERVAÇÃO: <i>A estalagem das almas </i>, de Karen Debértolis e Fernanda Magalhães (Travessa dos Editores/2006) pode ser pedida pelos e-mails: fermag@sercomtel.com.br ou kd@sercomtel.com.br <br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/14/eu-queria-estar-em-argel-agora">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://magro.tipos.com.br/arquivo/2008/08/14/preto-no-branco-parte-2">Preto no Branco parte 2.</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/08/14/o-verdadeiro-horror-economico">O (verdadeiro) horror econômico</a></li><li><a href="http://amaranta.tipos.com.br/arquivo/2008/08/14/contorno-bipolar">contorno bipolar</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/14/eu-queria-estar-em-argel-agora</comments>
    <pubDate>Thu, 14 Aug 08 13:43:52 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Por que os elefantes precisam caminhar tanto para comer?</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/01/por-que-os-elefantes-precisam-caminhar-tanto-para-comer</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/01/por-que-os-elefantes-precisam-caminhar-tanto-para-comer</guid>
    <description><![CDATA[<b>Vírgula</b> (António Maria)<br />
<br />
Eu menino às onze horas e trinta minutos<br />
a procurar o dia em que não te fale<br />
feito de resistências e ameaças — Este mundo<br />
compreende tanto no meio em que vive<br />
tanto no que devemos pensar.<br />
<br />
A experiência o contrário da raiz originária aliás<br />
demasiado formal para que se possa acreditar<br />
no mais rigoroso sentido da palavra.<br />
<br />
Tanta metafísica eu e tu<br />
que já não acreditamos como antes<br />
diferentes daquilo que entendem os filósofos<br />
— constitui uma realidade<br />
que não consegue dominar (nem ele próprio)<br />
as forças primitivas<br />
quando já se tem pretendido ordens à vida humana<br />
em conflito com outras surge agora<br />
a necessidade dos Oásis Perdidos.<br />
<br />
E vistas assim as coisas fragmentariamente é certo<br />
e a custo na imensidão da desordem<br />
a que terão de ser constantemente arrancadas<br />
— são da máxima importância as Velhas Concepções<br />
pois<br />
a cada momento corremos grandes riscos<br />
desconcertantes e de sinistra estranheza.<br />
<br />
Resulta isto dum olhar rápido sobre a cidade desconhecida.<br />
E abstraindo dos versos que neste poema se referem ao mundo humano<br />
vemos que ninguém até hoje se apossou do homem<br />
como frágil véu que nos separa vedados e proibidos.<br />
<br />
Esse poema é maravilhoso. Maravilhoso porque eu o tenho como meu. Quem sabe não o escrevi em sonhos? Pra mim o poema tem diálogo com essa imagem de Picasso (Menino com cachimbo, 1905), da fase rosa, que eu adoro...<br />
<br />
<%image(20080801-picasso-boy-with-a-pipe.jpg|492|635|null)%><br />
<br />
Adoro o António Maria. Ele simplesmente escreve.<br />
Poeta é isso: escreve sem querer muita coisa. Deixa a mão correr e respeita o pensamento. Sai correndo atrás do fluxo... Sai correndo como um homem que deseja capturar insetos pequenos e velozes... Sem chance. Não se captura o pensamento: é preciso soltá-lo da boca.<br />
<br />
<br />
Escrever é sempre um expurgo, ainda que um expurgo às avessas.<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/01/por-que-os-elefantes-precisam-caminhar-tanto-para-comer">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://sara.tipos.com.br/arquivo/2008/08/01/a-neve-de-28-08-2007">A Neve (de 28/08/2007)</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/08/01/que-bonito-e">Que bonito é</a></li><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/08/01/clipping_2">Clipping</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/08/01/por-que-os-elefantes-precisam-caminhar-tanto-para-comer</comments>
    <pubDate>Fri, 01 Aug 08 20:34:57 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Riobaldation</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/23/riobaldation</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/23/riobaldation</guid>
    <description><![CDATA[Eis arguns trechos do "Grande sertão: veredas"... Tudo na voz de Riobaldo, meu filósofo preferido, encantado, amigo das araras e dos buritis de dentro:<br />
<br />
<b>Como não ter Deus?! Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-e-vem, e a vida é burra... Mas, se não tem Deus, então, a gente não tem licença de coisa nenhuma! Porque existe dor... E as pessoas não nascem sempre? O senhor não vê? Deus existe mesmo quando não há.</b><br />
<br />
O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Vedade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão. A força de Deus, quando quer - moço! - me dá medo pavor! Deus vem vindo: ninguém não vê! Ele faz é na lei do mansinho - assim é o milagre.<br />
<br />
<%image(20080723-sahel.jpg|400|260|)%><br />
E então o tirador de foto viu a alma da pessoa... (Sahel, Salgado)<br />
<br />
<b>Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para gente é no meio da travessia.</b><br />
<br />
Eu queria decifrar as coisas que são importantes... Queria entender do medo e da coragem, e da gã que empurra a gente para fazer tantos atos, dar corpo ao suceder.<br />
<br />
<b>Viver é muito perigoso.... Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo querer o mal, por principiar. Esses homens! Todos puxaram o mundo para si, para consertar consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo. </b><br />
<br />
<%image(20080723-salgado.jpg|440|300|)%><br />
No deserto. O deserto, o deserto, o deserto é a coisa mais linda desse mundo (Salgado)<br />
<br />
Anta entra na água, se rupêia. Mas, não. Era não. Era, que eu gostava dele. Gostava dele quando eu fechava os olhos. Um bem-querer que vinha do ar de meu nariz e do sonho de minhas noites.<br />
<br />
<b>Desde que da rede levantei, com aquele peso anoitecido, amanhecido nos olhos. Tempo de minha vazante.</b><br />
<br />
Gosto melhor, para a idéia bem se abrir, é viajar em trem-de-ferro. Pudesse, vivia para cima e para baixo, dentro dele. Informação que pergunto: mesmo no Céu, fim de fim, como é que a alma vence se esquecer de tantos sofrimentos e maldades, no recibido e no dado? Ai como? O senhor sabe: há coisas medonhas demais, têm. Dor do corpo e dor da idéia marcam forte, tão forte como o todo amor e raiva de ódio. Vai, mar... <br />
<br />
<%image(20080723-sebastiao_salgado.jpg|262|397|)%><br />
Eu amo essa foto do Salgado. Tem vida demais no olhar dela. Chega a doer de vida!!!<br />
<br />
<b>Ver o luar aluminando, mãe, e escutar como quantos gritos o vento se fase sozinho.</b><br />
<br />
Se viam bandos tão compridos de araras, no ar, que pareciam um pano azul ou vermelho, desenrolado, esfiapado nos lombos do vento quente.<br />
<br />
<b>Acho que o espírito da gente é cavalo que escolhe estrada.</b><br />
<br />
Comigo as coisas não têm hoje e anteontem amanhã: é sempre.<br />
<br />
<%image(20080723-primeira_comun.jpg|430|286|)%><br />
Primeira Comunhã, Salgado (Tem coisa mais Brasil que essa foto seu moço?)<br />
<br />
<b>E o menino pôs a mão na minha. Encostava e ficava fazendo parte melhor da minha pele, no profundo, como desse a minhas carnes alguma coisa. Era uma mão branca, com os dedos dela declidados. "Você também é animoso..." - me disse. Amanheci minha aurora.</b><br />
<br />
O que eu guardo no giro da memória é aquela madrugada dobrada inteira: os cavaleiros no sombrio amontoados, feito bichos e árvores, o refinfim do orvalho, a estrela-d´alva, os grilinhos do campo, o pisar dos cavalos e a canção do Siruiz. Algum significado isso tem?... Aquele dia tinha sido forte coisa.<br />
<br />
<b>Eu não sentia nada. Só uma transformação, pesável. Muita coisa importante falta nome.</b><br />
<br />
<%image(20080723-A virgem barroca.jpg|300|300|)%><br />
Odoiá! (Salgado)<br />
<br />
Assim eu ouvi, era tão singular. Muito fiquei repetindo em minha mente as palavras... E ele me deu a mão. Daquela mão, eu recebia certezas. Dos olhos. Os olhos que ele punha em mim, tão externos, quase tristes de grandezas. Deu alma em cara. Adivinhei o que nós dois queríamos - logo eu disse: "Diadorim... Diadorim!" - com uma força de afeição. Ele sério sorriu. E eu gostava dele, gostava.... Aquele dia fora meu, me pertencia. Sertão é isto, o senho sabe: tudo incerto, tudo certo.<br />
<br />
<b>O que eu vi, sempre, é que toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada. Palavra pegante, dada ou guardada, que vai rompendo rumo.</b><br />
<br />
Ave, vi de tudo neste mundo! Já vi até cavalo com soluço! <br />
<br />
<b>Esta vida está cheia de ocultos caminhos. Deus governa grandeza.</b><br />
<br />
<%image(20080723-Sudão.jpg|350|257|)%><br />
Sudão, Salgado. E tem coisa que a gente só sabe pintando mesmo...<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/23/riobaldation">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://coruja.tipos.com.br/arquivo/2008/07/23/mas-que-e-fidelidade">Mas que é fidelidade?</a></li><li><a href="http://adriana.tipos.com.br/arquivo/2008/07/23/que-coisa-de-crianca-que-nada">que coisa de criança, que nada</a></li><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/07/23/hahahahahhahahahahahhahahahhaha">HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHHAHA</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/23/riobaldation</comments>
    <pubDate>Wed, 23 Jul 08 21:10:10 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>FEDERICO GARCÍA LORCA</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/20/federico-garcia-lorca</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/20/federico-garcia-lorca</guid>
    <description><![CDATA[<b>UM POEMA PERFEITO</b>...<br />
<br />
<b><br />
ROMANCE SONAMBULO</b><br />
(A Gloria Ginery a Fernando de los Ríos)<br />
<br />
Verde que te quiero verde.<br />
Verde viento. Verdes ramas.<br />
El barco sobre la mary el caballo en la montaña.<br />
Con la sombra en la cinturaella sueña en su baranda<br />
verde carne, pelo verde,<br />
con ojos de fría plata.<br />
Verde que te quiero verde.<br />
Bajo la luna gitana,<br />
las cosas la están mirando<br />
y ella no puede mirarlas.<br />
<br />
*<br />
Verde que te quiero verde.<br />
Grandes estrellas de escarcha,<br />
vienen con el pez de sombra<br />
que abre el camino del alba.<br />
La higuera frota su viento<br />
con la lija de sus ramas,<br />
y el monte, gato garduño,<br />
eriza sus pitas agrias.<br />
¿Pero quién vendrá? ¿Y por dónde...?<br />
Ella sigue en su baranda,<br />
verde carne, pelo verde,<br />
soñando en la mar amarga.<br />
<br />
*<br />
Compadre, quiero cambiar<br />
mi caballo por su casa,<br />
mi montura por su espejo,<br />
mi cuchillo por su manta.<br />
Compadre, vengo sangrando<br />
desde los puertos de Cabra.<br />
Si yo pudiera, mocito,<br />
este trato se cerraba.<br />
Pero yo ya no soy yo,<br />
ni mi casa es ya mi casa.<br />
Compadre, quiero morir<br />
decentemente en mi cama.<br />
De acero, si puede ser,<br />
con las sábanas de holanda.<br />
¿ No veis la herida que tengo<br />
desde el pecho a la garganta?<br />
Trescientas rosas morenas<br />
lleva tu pechera blanca.<br />
Tu sangre rezuma y huele<br />
alrededor de tu faja.<br />
Pero yo ya no soy yo.<br />
Ni mi casa es ya mi casa.<br />
Dejadme subir al menos<br />
hasta las altas barandas,<br />
¡Dejadme subir!, dejadme<br />
hasta las altas barandas.<br />
Barandales de la luna<br />
por donde retumba el agua.<br />
<br />
*<br />
<br />
Ya suben los dos compadres<br />
hacia las altas barandas.<br />
Dejando un rastro de sangre.<br />
Dejando un rastro de lágrimas.<br />
Temblaban en los tejados<br />
farolillos de hojalata.<br />
Mil panderos de cristal,<br />
herían la madrugada.<br />
<br />
*<br />
Verde que te quiero verde,<br />
verde viento, verdes ramas.<br />
Los dos compadres subieron.<br />
El largo viento dejaba<br />
en la boca un raro gusto<br />
de hiel, de menta y de albahaca.<br />
¡Compadre! ¿Dónde está, dime?<br />
¿Dónde está tu niña amarga?<br />
¡Cuántas veces te esperó!<br />
¡Cuántas veces te esperara,<br />
cara fresca, negro pelo,<br />
en esta verde baranda!<br />
<br />
*<br />
Sobre el rostro del aljibe,<br />
se mecía la gitana.<br />
Verde carne, pelo verde,<br />
con ojos de fría plata.<br />
Un carámbano de luna<br />
la sostiene sobre el agua.<br />
La noche se puso íntima<br />
como una pequeña plaza.<br />
Guardias civiles borrachos<br />
en la puerta golpeaban.<br />
Verde que te quiero verde.<br />
Verde viento. Verdes ramas.<br />
El barco sobre la mar.<br />
Y el caballo en la montaña.<br />
<br />
<%image(20080720-flamenco.jpg|330|500|null)%><br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/20/federico-garcia-lorca">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://espiritodeporco.tipos.com.br/arquivo/2008/07/20/cade-a-vodka">Cadê a vodka?</a></li><li><a href="http://galvez.tipos.com.br/arquivo/2008/07/20/cronica-de-domingo-4-quando-penso-em-seguir-em-frente">CRÔNICA DE DOMINGO (4) - Quando penso em seguir em frente*</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/07/20/bom-dia-silencio">Bom-dia, silêncio</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/20/federico-garcia-lorca</comments>
    <pubDate>Sun, 20 Jul 08 22:01:49 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>EU, MEU NOME</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/10/eu-meu-nome</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/10/eu-meu-nome</guid>
    <description><![CDATA[Talvez tenha encontrado<br />
a poesia do nome<br />
<br />
Sou um cristal,<br />
uma pedra a flutuar no abismo<br />
<br />
Ela<br />
é o exato momento<br />
         suspenso<br />
antes da queda<br />
<br />
(Susana Vargas)<br />
<br />
<%image(20080710-cícero dias 3.jpg|450|546|)%><br />
(Cícero, Cícero, Cícero)<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/10/eu-meu-nome">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://adevogados.tipos.com.br/arquivo/2008/07/10/post-42387">Post 42387</a></li><li><a href="http://magro.tipos.com.br/arquivo/2008/07/10/homem-magro-tambem-e-homem">Homem magro também é homem!</a></li><li><a href="http://tanga.tipos.com.br/arquivo/2008/07/10/karaoke-com-pontuacao">Karaokê. Com pontuação</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/10/eu-meu-nome</comments>
    <pubDate>Thu, 10 Jul 08 13:00:53 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>VAI TOMAR NO CU!!!!</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/08/vai-tomar-no-cu</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/08/vai-tomar-no-cu</guid>
    <description><![CDATA[Hoje tô com a boca suja pra caralho, tô politicamente incorreta, tô pior do que o Roberto Piva no especial realizado pela Cultura que foi ao ar na úrrrtima sexta, dia 4 de Júlio Cortazar. Entãocis, eu quase morri de rir porque o Piva falou umas frases óóótemas, do tipo: "Nietzsche só acreditava num Deus que soubesse dançar. Pois é, eu só acredito num Deus que saiba beber. Baco é meu Deus, Dionísio é meu Deus, Exú Tranca Rua é meu Deus!" Hahahahahahahaha! Muito boa essa! Outra pérola dele: "Eu sou monarquista porque comungo dum pensamento do Dalí. Uma vez ele disse ser monarquista porque é somente com o monarquismo que as bases se orientam completamente anarquistas!".<br />
Pois é, ele bebe mas fala uns troços coerentes rapá! Esse Piva é mesmo um incompreendido.<br />
<br />
Mas por que então tô puta hoje?<br />
Na verdade tô puta desde ontem à noite. O lance dos policiais imbecis, filhos-da-puta, burros, mentecaptos, idiotas, boçais terem matado à sangue frio a criancinha de três anos. Eu confesso que na minha casa eu não ligo a tevê, ela é meramente um objeto de decoração porque eu tô cansada de ficar naquela de assistir tragédia e desgraça. Não sou muito masoquista neste sentindo não. Além disso eu preciso estudar, então a equação "leitura + tevê" não combina como não "orna" freira de biquini. Mas quando estou na casa da mama não tem jeito, a tevê é ligada 27 horas por dia. Ontem o Jornal da Rede Tevê e da Globo (fora os outros que não assisti) mostraram a dor do pai que teve o filho exterminado pela inteligente puliça. Meu Deus, mas que situação mais absurda!!!!!<br />
<br />
O menino João Roberto Amorim Soares, de três aninhos, só três aninhos, foi atingido durante perseguição policial, na noite de domingo (6), na rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca, Rio. O absurdo: as antas dos filhos-da-puta sem cérebro dispararam<b> SOMENTE</b> 16 tiros no carro da família do menino, que teve morte cerebral. O que dá mais raiva é ver o imbecil do brocha (ele tem a maior cara de brocha sim!!!!) do secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, chamar de "desastrosa" a ação dos policiais militares: "Foi uma ação desastrosa, que demonstrou falta de preparo psicológico e operacional", afirmou. Meu Deus, mas então fica por isso mesmo?:<br />
<br />
- Olha, desculpa aí, foi desastrosa a ação...<br />
- Tudo bem Beltrame, a gente entende, tadinhos dos policiais, tão sob tensão...<br />
<br />
Bando de filhos-da-puta (com todo respeito às putas e com toda ênfase à conotação do palavrão!).<br />
<br />
Os dois PMs envolvidos na operação foram presos no 6º Batalhão (Tijuca) e quem acredita que eles vão sofrer qualquer tipo sério de punição?<br />
Alternativa A ( ) Papai Noel<br />
Alternativa B ( ) Coelhinho da Páscoa<br />
Alternativa C ( ) Fada do dente<br />
Alernativa D ( ) todas acima<br />
<br />
Daqui a pouco, quando a merda da mídia encontrar outros corpos para atacar de urubu, daí ninguém vai se lembrar do menino tampouco da dor do pai. A imagem daquele pai desesperado, o taxista Paulo Roberto Soares, indignado, doido da vida acabou me comovendo porque o cara é trabalhador, rala mesmo... A mãe das crianças (tinha outro bebê no carro, esse de nove meses, que não teve ferimento algum), Alessandra Amorim Soares, conta que os policiais atiraram no carro que ela dirigia, um Palio Weekend.<br />
Os policiais idiotas e sem massa cefálica alegam que trocavam tiros com ladrões de um Fiat Stilo preto e negaram ter atirado em direção ao carro em que estava João. Ahã, claro, tá, eu acredito nisso. O João foi morto pela Suzane von Richthofen, tá bom então, desculpa aí puliçaiada.<br />
<br />
A mãe da vítima contesta a declaração furada, revelando que um carro preto passou por ela em alta velocidade. Em seguida, ao ouvir a sirene policial, deduziu que havia uma perseguição e deu passagem à patrulha da PM. Neste momento os policiais começaram a disparar contra o carro dela, que tem os vidros cobertos por película escura. Mesmo ferida na barriga e nas pernas, Alessandra abriu a janela e jogou a bolsa infantil que carregava, para mostrar aos PMs que lá havia crianças. Os policiais ainda gritaram: "Cadê o bandido? Cadê o bandido?" (tá na tua casa, comendo a tua mãe, filha-da-puta!!!!). Foi quando ela saltou do Palio, abriu a porta traseira, pegou o corpo do primogênito, estendeu-o no chão e repetiu para os policiais, duas vezes: "Vocês mataram meu filho".<br />
<br />
Isso é cena de filme?<br />
Não, infelizmente não é novela da Rede Globo com a gostosona da Juliana Paes fazendo papel de mãe desesperada ensaguentada de catchup.<br />
That´s life babe.<br />
<br />
O pai, comovido, disse à imprensa: "Os policiais metralharam o carro da minha mulher e não deram chance de defesa. Tinha criança dentro do carro. Quase que matam a família toda. Minha mulher está com o corpo cheio de estilhaços. Ela encostou o carro como todos nós faríamos para dar passagem. Eles não perseguiram bandidos, eles seguiram o carro da minha família, e metralharam um carro com uma mulher e duas crianças dentro."<br />
<br />
Segundo os médicos, a bala que matou João Roberto entrou pela nuca e se alojou na parte frontal da cabeça. À tarde, o hospital informou que o casal concordou com a doação dos órgãos do filho.<br />
<br />
Situação absurda, surreal. E daí vem o brocha do Beltrame (ainda bem que ninguém lê o meu blog e eu posso chamar o Beltrame de brocha quantas vezes eu quiser!!!! Brocha! brocha! Brocha!) dizendo que "um fato como esse não tem desculpa", mas que os policiais que atuam no bairro da Tijuca estão sob "constante tensão": "O policial que sai para a rua em um domingo à noite em uma zona que tem 19 morros já sai preparado, vigilante".<br />
<br />
Nada justifica Beltrame, nada!!!! O cara já tá virando expert em dar entrevistas vagas falando sobre as ações "desastrosas" da polícia do Rio. Olha caro secretário brocha, tem dias que eu também trabalho pra caralho, tem dias que eu tenho vontade de mandar os alunos imaturos que me enchem o saco por causa de nota tomarem no cu, tem horas que eu tenho vontade de dizer para uma porção deles: "Olha seus merdas, vocês não servem nem para limpar privada, seus inúteis", mas eu penso, reflito, conto até três, respiro fundo e ajo com coerência, como é para ser. É claro que não se pode comparar as duas situações, seria realmente um absurdo se eu usasse do discurso para isso, afinal eu não recebo nem 1% da tensão que os policiais desenvolvem ao trabalhar em contato diário com a violência.<br />
<br />
Mas tem um pequeno detalhe: cada um desses policiais<b> ESCOLHEU </b>esse trabalho. Nenhum foi recrutado à força... E daí vem a pergunta preconceituosa (mas verdadeira), até porque diante de uma situação dessas eu sou preconceituosa pra caralho e que se fodam os politicamente corretos (eu quero é que esse povo se foda meeeeeeesmo!): "Alguém com o mínimo de formação intelectual e moral, alguém com oportunidades no mercado de trabalho <b>ESCOLHE</b> ser policial?". Eu nunca vi um adulto de bom senso sonhar em ser policial. A maioria das pessoas que se submete à profissão se revela uma massa de frustrados, de gente sem a menor perspectiva no mercado de trabalho. Gente que escolhe entrar pra "puliça" como quem faz um concurso pra trabalhar em emprego que garanta salário, mais passe de ônibus e ticket alimentação. Não há preparo algum.<br />
<br />
E isso é grave. Porque muitos dos que entram são uns completos de uns boçais, que diante do fato de serem uns merdas, uns frustrados, acabam repassando o "poder" que não têm no cano de uma arma. E daí a gente vira refém das antas. Falta treinamento, falta raciocínio, falta cérebro e falta carreira à polícia.<br />
<br />
O secretário anunciou nesta segunda que a Secretaria Estadual da Segurança Pública irá inaugurar uma espécie de "universidade"  (hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!) para a formação de policiais. Depois que acontecem os absurdos, daí inaugura "facorrrrdade", daí tudo se "árresorve"!!!!!<br />
Eu queria é que naquele carro estivesse a família do delegado que falou à imprensa: "Vamos averiguar o caso". (Horrível o que eu falei, sei disso, mas tô me deixando ser conduzida pelo sentimento de revolta. Essa é, antes de tudo, uma escrita aquática como a de Breton e que se fodam novamente os politicamente corretos! Eles que morram assados na fogueira, bando de hipócritas!!!! Pimenta nos olhos dos outros é refresco, né, seus filhos-da-puta!!!!).<br />
<br />
É, e pelo jeito vai ficar no "estamos averiguando o caso", num gerúndio infinito e imoral.<br />
<br />
E por falar em imoral, já que hoje eu tô possuída cá Pomba-Gira, co Zé Pilintra, co Exu Tranca Rua e ca Macaca Monga do parque de diversão, eu vou fazer um protesto contra o Detran:<br />
<br />
<b>EI, DETRAN, VAI TOMAR NO CU!!!!!!!</b><br />
<br />
É palhaçada esse negócio de renovar a carteira. Primeiro que a gente paga uma nota pra ir lá fazer o teste de visão (que tudo bem) e um outro ridículo de "Direção Defensiva"... Vou colocar uma frase do Tio Miloquinha que define bem a palhaçada: "Sou motorista há mais de cinquenta anos e NUNCA bati o carro, NUNCA atropelei ninguém e NUNCA realizei qualquer tipo de infração. Daí vem os caras e me obrigam a fazer esse teste ridículo, como se fosse surtir efeito e conter toda a violência no trânsito. Esses palhaços só querem o nosso dinheiro".<br />
<br />
E eu acrescento: só querem o nosso dinheiro e ainda por cima inventam o teste para fazer de conta que algo de fato contém a violência no trânsito, os acidentes e todos os males nas estradas...<br />
<br />
Isso é ótimo. Eu acho que o Detran e os policiais deviam todos frequentar a mesma universidade...<br />
<br />
Ai que hoje todo mundo merece mesmo tomar no cu!!!!!<br />
<br />
Pronto. Xinguei bastante. E eu faço essas baixarias quantas vezes eu bem entender porque o brógui é meu e novamente eu uso do mote: "o brógui é meu e eu possa ponhá nele o que eu querê!".<br />
<br />
Tá falado. E se não gostou do que eu falei vai passar talquinho na bundinha dos policiais e dar beijinho neles, vai lá!!!! (na verdade tô possuída com o espírito do Alborghetti). <br />
<br />
Pra terminar, um questionamento do próprio pai do menino: "Eles não tiveram piedade, eles não tiveram pena. Gente, que polícia é essa?". <br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/08/vai-tomar-no-cu">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://chuva.tipos.com.br/arquivo/2008/07/08/internet-e-uma-ferramenta-muito-util">internet é uma ferramenta muito útil</a></li><li><a href="http://marina.tipos.com.br/arquivo/2008/07/07/na-maior-cidade-da-america-do-sul">Na maior cidade da América do Sul.</a></li><li><a href="http://sara.tipos.com.br/arquivo/2008/07/07/punicao-x-maldicao-parte-ii">punição x maldição (parte II)</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/08/vai-tomar-no-cu</comments>
    <pubDate>Tue, 08 Jul 08 11:56:54 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Uma talvez Júlia não tem nada a ver com isso</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/04/uma-talvez-julia-nao-tem-nada-a-ver-com-isso</link>
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    <description><![CDATA[Acabei de conversar com a Ju. Ficamos um tempão no skype e ela me contando sobre como foi seu dia... Achei a história muito interessante e resolvi postar. O texto é grande e quem tiver preguiça de ler que vá assistir à Vanessa Camargo cantando Mariah Carey em versão sertaneja no programa da Hebe e me deixe em paz!<br />
<br />
Bem, contextualizando, Ju, minha irmã lindíssima, mora em Dubai desde setembro do ano passado e há dois meses trabalha como arquiteta numa firma duns ingrêiz aí que eu sinceramente não me lembro o nome... Mas que o nome da firma é pomposo, ah, isso é! Hehehehehehe!<br />
<br />
Bem, Ju me contou que fez amizade com uma moça do Iraque e hoje foi convidada a almoçar em sua casa. O cardápio muito apetitoso, no melhor estilo "oriente-médio-de-ser": ovo mexido com tomate e cebola, bolo, frutas, tâmaras maravilhosas e borek!!!! Ai meu Deus, boreeeeeeek: eu amo borek!! Borek é uma massa típica da culinária do "Médio Oriente" (lindo, né! É assim que se diz em Portugal).<br />
<br />
Mas, porém, contudo, todavia eu não tô aqui para falar da gastronomia do Islã nem de como tenho loucura por massas... Até porque vegetariana tem cardápio reduzido e seria totalmente frustrante ao caro leitor ficar ouvindo descrição de vegetais, pois a especialidade do Oriente Médio, é, entre outros alimentos, a carne de carneiro e eu ficaria com dó de falar do bichinho e daí fuderia tudo!!! (Meu Deus, mas que irritante mania que eu tenho de criar a todo instante subterfúgios!!! Por que será que eu não dou certo como jornalista??? Hahahahahahaha! É que simplesmente eu tenho uma incontrolável mania - é mais forte do que eu!!!!!!!! - de colocar vários pensamentos na cabeça e querer revelá-los ao mesmo tempo, num kháos diabólico, tremendamente diabólico de "diabolus" como na música - "badalo"; "movimento" - e daí sai essa zona do caralho e eu já perdi o que eu tinha pra falar... Mas tudo bem, kháos é mesmo meu nome: lembrando que "no começo era o kháos", tá lá no Hesíodo e os gregos sabiam contar histórias...).<br />
<br />
Enfim, Ju foi almoçar na casa da amiga dela, a Bana (cala a boca agora Marcele e conta a história porra!!!!!). No apartamento moram Bana, de 27 anos, sua mãe, quarenta e poucos sei lá quantos poucos, e mais duas irmãs, uma de treze e outra de uns vinte, que está na universidade. Bana mora desde os treze em Dubai. Saiu do Iraque porque o pai, engenheiro, havia recebido uma boa proposta nos Emirados, então pegaram trem, gaiola, galinha, travesseiro, mala e liquidificador e se mandaram... Há pouco tempo o pai faleceu (Ju não quis entrar em detalhes sobre essas coisas mórbidas e que revelam tristeza, portanto não queira caro leitor que eu lhe provoque pathos porque isso simplesmente não vai acontecer... Se quiser isso vá assistir ao “Ghost” ou “Titanic” versão dublada em português e me deixe em paz!).<br />
<br />
Voltando... O que achei interesse postar foram especialmente as histórias sobre o Iraque que Bana narrou à Ju. E como eu sei que Ju é pessoa extremamente inteligente e sensível, vale a pena revelar sua conversa.<br />
<br />
Bana é curda, mas Ju não se lembra da região (e vocês aí lá pensam que é fácil ficar decorando todos esses nomes em árabe? Tá bão...). Então eu fui obrigada agora a fazer uma pausa, encher uma garrafinha de água, fazer aquele xixi básico e na volta, procurei aqui no meu amigo Gugou um mapa da região. "Se oriente rapaz", como diz meu outro amigo Gilberto Passos Gil Moreira:<br />
<br />
<%image(20080704-curdos.jpg|535|335|)%><br />
<br />
Como dá pra perceber, a região dos curdos, localizada na parte norte do Iraque faz fronteira ao nordeste com o Irã e ao norte com a Turquia (Noffffa!!! Mas se você não falasse eu nem ia saber!!!! Hehehehehe! Pessoa idiota a dona desse botequim "A veia no pulso", o mapa tá aí ôôô cérebro de Adilson Maguila!!!).<br />
<br />
Tá. Bana é curda. Ela disse que realmente Saddam perseguia os curdos, não é história da imprensa internacional não. C´est vrai! É bastante interessante ouvir a versão de uma iraquiana sobre a invasão dos féladasputadisgraçado dos americanos coordenado pelo orelhudomaisburrodoplaneta Jorjão (com todo respeito ao animalzinho burrinho, que é tão bonitinho e não tem nada a ver cos pobrrrrema do praneta). Ela conta que realmente Saddam era insano, doido de pedra mesmo. Matava sem dó nem piedade quem fosse contra sua pessoula. Era Herodes mesmo, matou muita gente inocente, contabilizando criancinha e papagaio, aquilo tudo mesmo... Parece brincadeira, mas não é. O massacre foi coisa feia e os turcos deram uma "ajudim" básica pro Saddanzito e isso não é pira minha. Detalhe: quando morava com o MumuKikodoChaves (Hahahahaha! Essa foi boa! Boa não, foi ótEma!!) ele, na condição de turco legítimo, sempre me dizia que os turcos deram uma forcinha para dizimar a minoria curda. Ele pode ser cornoféladaputa e louco, mas é inegável que ele é um sujeito que entende de história e geografia:<br />
<br />
<%image(20080704-curdo2.JPG|285|170|)%><br />
<br />
Não ponhei crédito porque isso aqui não é tese de doutorado! Além disso, o site where eu peguei a foto não indicava autoria. Whatever, foto dramática, sem necessidade de legenda. Imagino o fotógrafo que clicou a cena! Caralho! E o pai caído em cima da criança, provavelmente com os braços agarrados ao seu corpo frágil na intenção de protegê-la!! O mais triste é ver o pescocinho caído da criança... Dá vontade de abraçar e amar, dá vontade de chacoalhar a criança e berrar: "Ei, acorda! Não morre não!". É foda, mundo insano, mundo cão! E daí pastor fala em "promessa de inferno". Que promessa o caralho! O inferno é aqui meu fio! Desce do ônibus!!).<br />
<br />
Enfim, tá certo que o Saddam não era o melhor cara do mundo (eu mesma nunca ia querer um amigo desses, nem mesmo no Orkut!!), mas nada justifica a invasão americana. O doido do féladumarapariga do Mugabe não tá matando todo mundo no Zimbabwe??? E cadê as tropas americanas por lá??? Não tem petróleo, né?! Besta sou eu que recebo salário do Requião! Enfim, o Saddam não era um cara jóia, um exemplo de sujeito, era um didator, e em tal condição, um cara sandinário, sádico e totalmente frio. Mas nada justifica a invasão. Segundo a Bana, depois da invasão do Iraque pelas American troops o país entrou num verdadeiro abandono, uma pobreza doida mesmo!!! Restaram os pobres, que não têm condição de comprar passagem e se mandar. A avó, o tio e os seus abandonaram o país, imigraram para a Jordânia e perderam a casa e toda uma vida de sacrifícios e trabalho. Quanto ao petróleo, ele vai bem, obrigada. Os americanos estão explorando que é uma beleza! E isso não é papo de tiete de Che Guevara, é fato relatado por iraquiana.<br />
<br />
Bana é curda, mas fez a faculdade em Bagdá. A cidade era lindíssima, mas depois da invasão ficou devastada. A liberdade não era aquela Brastemp, mas o Iraque também não era país que reduzisse mulher à “sub” como certos vizinhos seus. Bana disse: “Nenhuma mulher era obrigada a usar chador em público. Também não havia diferença entre sexos no mercado de trabalho”. Tá bem que eu sei que “woman is the nigger of the world”, como dizia meu amicíssimo John Lennon, mas o que ela queria dizer é que o Iraque não tinha as mesmas exigências com a parte feminina como o Irã ou a Arábia Saudita. Aliás, sobre esse lance de chador, burca, vale sim um apêndice que eu destaco. O pensamento da Bana e da Ju sobre o assunto “mulhermuçulmanatemquesecobrir” é algo que achei espetacular: não, não se trata de questão religiosa. O caralho! Trata-se de uma questão muito mais política do que religiosa. É puramente uma manobra para controlar a população... Mas não vou entrar no mérito porque essa não é o núcleo central do texto. Mas que eu comungo do pensamento das duas, ah!, isso eu comungo!<br />
<br />
Voltando ao nosso papo do almoço, entre as histórias relembradas pela mãe de Bana, uma realmente me marcou pelo traço trágicômico. O irmão da mãe-da-Bana-que-eu-não-sei-o-nome era temporão. Portanto, frequentava a escola quando ela já era mocinha... Como era de se imaginar, nas escolas os professores eram funcionários “treinados” e faziam aquela lavagem cerebral “básica” para que as crianças fossem militantes do governo. Para se ter uma idéia, na escola os alunos chamavam Saddam de “tio Saddam”! Hahahahahahahahahaha! Quase me esbugalhei de rir quando a Ju contou! “Tio Saddam?”. Imagine!!!! E a gente que acha absurdo ver os caras roubando e guardando os dóli na cueca!!! Tem coisa pior!!! Enfim, o irmão temporão amava o “Tio Saddam”. Era “Tio Saddam” para cá, “Tio Saddam” para lá e a família não podia falar nada porque as famílias mais instruídas e que criticavam o titio aí sofriam grande represália, então o negócio era calar a boca porque sempre tinham uns infirtrados e sabecomé... Entãocis, mas a história não acaba por aí: teve uma vez que o irmãzinho chegou com um pôster do “Tio Saddam” e queria porque queria pregá-lo na janela de casa. A família ficou numa sinuca de bico porque se criticasse ou tentasse instruir o pobre do moleque o bicho podia pegar para cima deles... Repressão é repressão!!! Então a mãe da Bana foi obrigada a colocar o pôster do Saddam na janela da sala. Ela fazia assim: de dia, quando o menino ia à escola, fechava a cortina, de módis a esconder a cara barbuda do “tio Saddam” e só a abria quando o menino retornava das aulas. Os anos se passaram e hoje, o menino, morre de rir do episódio. Até porque o lado tragicômico da história é que ele é de fato o irmão da mãe da Bana forçado a fugir à Jordânia...<br />
<br />
Bem, vou terminar o brógui com um pensamento da Ju que anotei porque essa mulé sempre opina com coerência, nem parece a irmã desse ser que vos escreve e que bateu a cabeça na quina da mesa quando ainda era bebê. Vamos lá às palavras da Senhora Aires & Aires: “A gente tem uma impressão errada do Oriente Médio. A família de Bana é muito calorosa, muito acolhedora e querida, apesar da triste realidade. Achei muito legal elas terem me contado todas essas histórias. Era o que eu imaginava e foi triste ver que um país culturalmente tão rico quanto o Iraque está nessa situação”.<br />
<br />
É isso.<br />
<br />
Beijo Ju e obrigada pelo aprendizado.<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/04/uma-talvez-julia-nao-tem-nada-a-ver-com-isso">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/07/04/brasil-nas-olimpiadas-internacionais-prata-na-fisica-e-bronze-na-biolo">Brasil nas Olimpíadas Internacionais: Prata na Física e Bronze na Biologia</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/07/04/ingrid-a-vila">Ingrid, a vilã</a></li><li><a href="http://marcioantunes.tipos.com.br/arquivo/2008/07/04/us-20-milhoes">US$ 20 milhões???</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/04/uma-talvez-julia-nao-tem-nada-a-ver-com-isso</comments>
    <pubDate>Fri, 04 Jul 08 22:26:52 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Os desejos inconscientes do homem são seu destino</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/01/os-desejos-inconscientes-do-homem-sao-seu-destino</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/01/os-desejos-inconscientes-do-homem-sao-seu-destino</guid>
    <description><![CDATA[Bas tardi titio Freud. A verdade é que eu agora tenho que estudar seu Sigmund e dessa vez não é invenção minha! Well, não é de endoidar tanto não. Eu mesma e minha humirdi pessoa achamos que Freud não tem nada de complicado, ele é bem didático, trabalha com analogias e alegorias... São os idiotas que complicam o que ele esquematizou. Freud é matemático também. Cruzou a álgebra do insconciente, sem esquecer de colocar aquela dose de sol, de sal e de ópio no meio da mistura. !Vale!<br />
Hoje tô necessitada de García Lorca. Aliás, tô sempre carente dele, el más grandioso poeta español de todos los tiempos. Así es. (Pausa para o trecho grifado: do caralho!!!!)<br />
<br />
PAISAJE CON DOS TUMBAS Y UN PERRO ASIRIO<br />
<br />
Amigo,<br />
levántate para que oigas aullar<br />
al perro asirio.<br />
Las tres ninfas del cáncer han estado bailando, hijo mío.<br />
Trajeron unas montañas de lacre rojo<br />
y unas sábanas duras donde estaba el cáncer dormido.<br />
El caballo tenía un ojo en el cuello<br />
y la luna estaba en cielo tan frío<br />
que tuvo que desgarrarse su monte de Venus<br />
y ahogar en sangre y ceniza los cementerios antiguos.<br />
<br />
Amigo,<br />
despierta, que los montes todavía no respiran<br />
Y las hierbas de mi corazón están en otro sitio.<br />
No importa que estés lleno de agua de mar.<br />
Yo amé mucho tiempo a un niño<br />
que tenía cien años dentro de un cuchillo.<br />
<br />
<b>Despierta. Calla. Escucha. Incorpórate un poco.</b>El aullido<br />
es una larga lengua morada que deja<br />
hormigas de espanto y licor de lirios.<br />
Ya viene hacia la roca. ¡No alargues tus raíces!<br />
Se acerca. Gime. No solloces en sueños, amigo.<br />
<br />
!Amigo!<br />
Levántate para que oigas aullar<br />
al perro asirio.<br />
<br />
<br />
Uma das melhores cenas do Last Tango in Paris (aaaaaaaamo os globos, os veiacos dançando ao som do Gato Barbieri e a tomada em círculo):<br />
http://www.youtube.com/watch?v=qX_4A6d_Q-U<br />
<br />
Esse poema me lembra a obra "Triângulo Metafísico" (1958) do Di Chirico. Mas eu não vou "ponhá o quadro dele não no meu bróguissu. Vô ponhá a Dora Maar prusquê ela é linda e o brógui é meu eu eu ponho o que eu querê cacete!. E por favor, pega lá um Alegra na farmácia porque eu tô quase morrendo de rinite!!!!"<br />
<br />
<%image(20080701-dora.jpg|350|266|null)%><br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/01/os-desejos-inconscientes-do-homem-sao-seu-destino">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/07/01/preguica">Preguiça</a></li><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/07/01/nardoni-way-of-life">Nardoni Way of Life</a></li><li><a href="http://milana.tipos.com.br/arquivo/2008/07/01/tudo-de-novo">Tudo de novo</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/07/01/os-desejos-inconscientes-do-homem-sao-seu-destino</comments>
    <pubDate>Tue, 01 Jul 08 15:54:10 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Y así medio bailando, medio volando...</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/30/y-asi-medio-bailando-medio-volando</link>
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    <description><![CDATA[<%image(20080630-last tango.jpg|431|300|null)%><br />
<br />
Tango.<br />
Quando a confusão mental se instaura diante de milhares de possibilidades, daí a trilha do meu momento é tango. Meu Deus, mas são tantas portas que eu nem sei quais abrir!!! (- Vem cá: mas pode abrir mais de uma porta?). <br />
I don´t know, muchas escojas... Son largos los caminos e eu só sei mesmo que tango é drama puro e como é bom ser dramáááááááático! <br />
Sabe, hoje me toquei que prefiro ser assim estragada mesmo, prefiro toda essa dramaticidade carregada ao invés da coisa morna.<br />
É assim que hoje um amigo me definiu e que me defino eumyselfmesma também: sou drama puro. Organicamente dramática, do dedão do pé direito aos rins e vasos linfáticos. <br />
<br />
<%image(20080630-last tango2.jpg|468|356|null)%><br />
<br />
Ortega y Gasset vai bem agora, purão, sem gelo, caubói mesmo:<br />
O nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra a nossa vida. <br />
Mas esta fatalidade vital não se parece à mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajetória está absolutamente pré-determinada. A fatalidade em que nos encontramos ao cair neste mundo – o mundo é sempre este, este de agora – consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajetória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos... a escolher. <br />
 <br />
Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo. <br />
 <br />
As circunstâncias são o dilema, sempre novo...<br />
<br />
<%image(20080630-gotan_project-la_revancha_del_tango-frontal.jpg|400|400|null)%><br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/30/y-asi-medio-bailando-medio-volando">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/06/30/trabalho-do-caralho">Trabalho do caralho!</a></li><li><a href="http://zero.tipos.com.br/arquivo/2008/06/30/bom-mesmo-e-escada-rolante">Bom mesmo é escada rolante.</a></li><li><a href="http://grota.tipos.com.br/arquivo/2008/06/30/films">films!!</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/30/y-asi-medio-bailando-medio-volando</comments>
    <pubDate>Mon, 30 Jun 08 13:03:05 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Ogunhê</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/29/ogunhe</link>
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    <description><![CDATA[<%image(20080629-pé.jpg|320|213|null)%><br />
<br />
<i>Até que um dia um homem saía para o mundo "para ver se é verdade". Antes de morrer, um homem precisa saber se é verdade. Um dia enfim um homem tem que sair em busca do lugar comum de um homem. Então um dia o homem freta o seu navio. E, de madrugada, parte.</i><br />
(Clarice em "A maçã no escuro")<br />
<br />
(Fótia da Grá) - Muié tarada por pés!!!!! Hehehehehehehe!<br />
<br />
<br />
<b>Continua valendo...</b><br />
<br />
Há certos dias que nascem<br />
como quem nasce da placenta da mãe.<br />
E presta atenção no que eu vou te dizer:<br />
nascer da placenta é algo muito sério!!!!<br />
Eu nasci da placenta,<br />
filha de Oduduá e Iemanjá:<br />
tenho Jorge no couro,<br />
tenho Jorge correndo nas veias.<br />
<br />
Eu venço o combate porque nasci da placenta.<br />
"Ogun Mejê Mejê Lodê Iré".<br />
Nasci toda bonita:<br />
nem precisei de coroa de contas de vidro ornada de missangas<br />
porque minha realeza está no que há de terra,<br />
sal, concha,<br />
quente da superfície que banha meus pés de marrom.<br />
<br />
Tenho contas azuis dentro do peito<br />
e Ogum abre meus caminhos.<br />
<br />
Salve Jorge!<br />
Mas eu bem sei que Beji e Bejada vivem aqui dentro<br />
desde que nasci da placenta.<br />
Ogum me guia,<br />
Ibeji-criança é o que reside em mim.<br />
Essa dualidade grande é da natureza descarnada<br />
que não é porra nenhuma desprendida:<br />
essa - inevitável dizê-lo -soy yo.<br />
<br />
(Morro Vermelho - Segall - 1926) - Amooooooooooo!!!!!<br />
<br />
<%image(20080629-morrovermelho.jpg|363|450|null)%><br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/29/ogunhe">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/06/29/santos">Santos</a></li><li><a href="http://salome.tipos.com.br/arquivo/2008/06/29/nao-pare-de-cantar">Não pare de cantar</a></li><li><a href="http://marcioantunes.tipos.com.br/arquivo/2008/06/29/pensamentos-do-dia">Pensamentos do Dia</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/29/ogunhe</comments>
    <pubDate>Sun, 29 Jun 08 10:53:16 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>A mulher de todos</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/24/a-mulher-de-todos</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/24/a-mulher-de-todos</guid>
    <description><![CDATA[<%image(20080624-edicao5_mulherdetodos.jpg|243|156|)%>Semana passada tive a grande felicidade de assistir ao festival de Cinema de Ouro Preto. Muito bem organizado e com produções de qualidade, inclusive o "Satori Uso", do Grota. Aliás Rodrigo mizifi, que demais estava o cenário: teu filme foi exibido às 19h e pouco, luzes acesas na praça Tiradentes, o sino da Igreja de São Francisco de Assis tocando enquanto a tua película rodava. Algo doido, psicodélico, algo de surpresa como essas coisas de Pedro Páramo, Macunaíma e Bergman! <br />
Do caralho mesmo, você ia amar, pena que não deu pra sua pessoa ir!!!!!<br />
<br />
Agora o que realmente me arrebatou foi "A Mulher de Todos" (1969), primeiro filme de Rogério Sganzerla depois do impactante "O Bandido da Luz Vermelha" (1968). O roteiro é baseado no texto de Egídio Eccio.<br />
<br />
Para iniciar esse texto eu achei legal comungar do sentimento que Daniel Caetano (http://www.contracampo.com.br/30/mulherdetodos.htm) teve em sua leitura sobre o filme com título homônimo ao meu. Sua primeira impressão: <br />
<br />
<i>Por me propor a escrever sobre A Mulher de Todos, decidi rever mais uma vez o filme. E aí cheguei a pensar em algumas coisas esparsas a desenvolver. Mas um grande, sonoro e caudaloso palavrão talvez desse conta de todo o sentimento que as palavrinhas tentariam organizar a partir do filme. Então, fica o registro:<br />
— Puta que pariu!!!!!!!<br />
Será este o filme nacional do século 21? Do 16 ou do 21?</i><br />
<br />
Faço minhas as tuas palavras Daniel: <b>"Puta que pariu!!!!!"</b><br />
<br />
Como referência vou citar trechos do Daniel e do excelente artigo do Leonardo Bonfim presente na revista virtual "The Freakium": (www.freakium.com/edicao5_mulherdetodos.htm) . Aliás, estes dois textos que cito são uma das melhores críticas de cinema que andei lendo nos últimos tempos.<br />
<br />
Leonardo abre sua análise esclarecendo: "Antes de qualquer coisa gostaria de deixar bem claro que isto não é uma matéria, e sim uma declaração de amor". <br />
<br />
Porra Leonardo, tive a mesma sensação ao assistir ao filme. Eu simplesmente caí de amores por Ângela Carne e Osso. Fiquei encantanda, doida mesmo!!! Sabe quando a gente sai do cinema dizendo: "Caraaaalho!!!". Nem quis assistir ao filme que vinha na sequência no Festival.<br />
<br />
<%image(20080624-mulher-de-todos05[1].JPG|384|264|)%>Definindo, "A Mulher de Todos" é um filme muito meu. "Meu" porque Helena Ignez interpretou Ângela Carne e Osso de um modo sublime. Eis uma anti-heróina, alguém a frente de seu tempo. Ou, como diz o Leonardo, "é uma mulher que, mesmo no novo milênio, nunca aconteceu". Adorei a reflexão dele: "Nenhuma mulher até hoje conseguiu ser Ângela Carne e Osso por mais de quinze minutos". Só que eu vou além e ouso dizer que ela é a mulher que deixo guardada quieta e calada dentro, mas que pode explodir a qualquer minuto sem que consiga controlar ou dominar os instintos que nos fazem "tudoédivinomaravilhoso" (dá pra perceber que escuto a Gal enquanto escrevo).<br />
<br />
Pois bem, logo no início do filme eu entrei no "plasma do mistério", só para plagiar a Claricemeuamor!, em especial devido à atmosfera propicidada pelo estilo 35mm, pb e pelo jogo de filtros que envolvem os espectadores retrôs como yo. Ângela é a mulher que todas querem ser: livre. "A inimiga número um dos homens" centra o olhar irresistível à câmera e, com uma faca por entre os dentes, solta seu sensacional mote: "Nós não gostamos de gente!". <br />
<br />
Outra frase que achei superrrrr e que até já adotei como mote: "Eu agora vou me dedicar aos boçais. Homem bacana só dá trabalho" Hahahahahahahaha! Genial, genial, genial!!!!<br />
<br />
Ângela, "a rainha dos boçais", "vampira tresloucada", "bêbada", "drogada", "histérica", "ninfomaníaca", que canta Noel Rosa "Ah! Que mulher indigesta, merece um tijolo na testa"!!! Genial! <br />
<br />
A grande anti-heroína ainda tenta se defender: "Dizem que sou louca, histérica. Mas eu sou uma mulher normal!". O pior é que toda mulher é histérica, como dizem meus amigos Freud, Breton e Dalí. E eles estão certos até o último fio de cabelo! Hahahahaha! Ângela Carne e Osso, de biquini, semi-nua se requebrando enquanto rola rock e Gal na vitrola (por isso estou ouvindo Gal 60/70´s). Ângela, aquela que chega a enfiar uma agulha num de seus inúmeros amantes e em seguida nela mesma... A própria Helena Ignez, em entrevista ao Pasquim (edição n.33, 5-11 de fevereiro de 1970. Vale a pena conferir!!!! Excelente!!!!) assume o clima de libertinagem do filme: "E eu tive essa possibilidade, uma liberdade incrível de fazer diabos, misérias".<br />
<br />
Concordo plenamente com o que o Daniel diz em seu artigo e assino em baixo: "Helena é como Garbo, como Lilian Gish, como Bardot jovem, como Deneuve, uma das mais magnéticas presenças já descobertas a vinte e quatro quadros por segundo e também uma atriz excepcional, e o filme é o filme de um homem apaixonado". Pudera: o diretor Rogério Sgarzela é seu companheiro.<br />
<br />
Daniel prossegue seu pensamento: "Apaixonado como o corno boçal Plirtz, o mais boçal de todos, o magnata do cartel dos quadrinhos desconfia que Ângela está lhe traindo, e até contrata um detetive para seguir a esposa. Com quem ela lhe trai? Ora, compadre, procura uma lista telefônica... Também, um cara que tem tesão em ser chamado de bitolado, quer o quê, mané? Até o detetive cai de quatro e entra na roda!".<br />
<br />
Olha, para entender o filme é preciso, antes de tudo, entrar no clima de Ângela e dar anteção á sua pergunta essencial: "O que você vai fazer no final de semana? Já foi à Ilha dos Prazeres?". <br />
<br />
<%image(20080624-9.jpg|468|298|)%>A estratégia da Ilha dos Prazeres é maravilhosa, senti como se Sganzerla dialogasse diretamente com Felinni em "8 ½". Cenário este muito propício à manifestação dos mais incríveis personagens, que me deixaram completamente extasiada: Doktor Plirtz, marido de Ângela, um magnata bitolado e nazista (olha aí o Sganzerla tirando os militares imbecis!) vivido por Jô Soares; o único milionário negro brasileiro encenado por Antônio Pitanga (outra crítica do caralho! Hahahaha! Amei!); o casal barango de São Paulo que polui a praia ("Bem, compra uma Cuba!"); e o toureiro gay assaltado por Ângela e que a mim me soou como um dos momentos mais cômicos do cinema nacional. Quando percebe que foi roubado e não terá como pagar seu curso de cabelelllleiro (como diz uma amiga!), desespera-se, desmunheca e xinga mais do que eu quando lasco o pé na quina da cadeira! <br />
<br />
Ângela é tão absoluta que até mesmo seu fim é genial: "Sou um demônio anti-ocidental, eu cheguei antes!". E para finalizar, vou citar o último parágrafo do Leonardo, que fala com lucidez: "O impacto de uma vampira heróica como Ângela Carne e Osso fica restrito a poucos pesquisadores e curiosos. Se não fosse por isso, o Brasil inteiro já estaria a seus pés".<br />
<br />
Eu estou a seus pés Ângela. Completamente.<br />
<br />
E sabe que após assistir ao filme eu elegi como nossa música (minha e de Ângela Carne e Osso) "Tigresa", cantada pela Gal, é lógico (alguma dúvida?):<br />
<br />
<i>Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel <br />
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu <br />
Esfregando a pele de ouro marrom <br />
Do seu corpo contra o meu <br />
Me falou que o mal é bom e o bem cruel <br />
<br />
Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu <br />
Ela me conta sem certeza tudo o que viveu <br />
Que gostava de política em mil novecentos e sessenta e seis <br />
E hoje dança no Frenetic Dancin’ Days <br />
<br />
Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair <br />
Com alguns homens foi feliz com outros foi mulher <br />
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor <br />
E espalhado muito prazer e muita dor <br />
<br />
Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar <br />
Porque ela vai ser o que quis inventando um lugar <br />
Onde a gente e a natureza feliz, vivam sempre em comunhão<br />
E a tigresa possa mais do que o leão <br />
<br />
As garras da felina me marcaram o coração <br />
Mas as besteiras de menina que ela disse não <br />
E eu corri pra o violão num lamento<br />
E a manhã nasceu azul<br />
Como é bom poder tocar um instrumento </i><br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/24/a-mulher-de-todos">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://chuva.tipos.com.br/arquivo/2008/06/24/aqui-se-trabalha">aqui se trabalha...</a></li><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/06/24/seo-silvio-ja-nao-e-mais-o-mesmo">Sêo Silvio já não é mais o mesmo</a></li><li><a href="http://gisele.tipos.com.br/arquivo/2008/06/24/futuridades">:: futuridades ...</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/24/a-mulher-de-todos</comments>
    <pubDate>Tue, 24 Jun 08 17:39:51 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Mortos que voam para trás</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/23/mortos-que-voam-para-tras</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/23/mortos-que-voam-para-tras</guid>
    <description><![CDATA[<i>É impossível dizer<br />
em quantas velocidades diferentes<br />
se move uma cidade <br />
a cada instante <br />
(sem falar nos mortos <br />
que voam para trás).</i><br />
<br />
<%image(20080623-brasil8.jpg|350|146|)%><br />
<br />
Depois do horror do caso do assassinato de Marcos Paulo da Silva, David Florêncio da Silva e Wellington Gonzaga Costa pelos 11 membros do Exército encarregados de “proteger” os moradores do Morro da Providência, fiquei pensando no que escrever...<br />
É, porque diante de um absurdo como o do referido episódio a gente fica sem saber o que falar... Eu estava relendo o “Poema Sujo”, do Ferreira Gullar e achei que o trecho acima descreve com propriedade o escândalo das mortes.<br />
<br />
O Suassuna deu título a um livro que eu invejo: “Poemas com Mote Alheio”. Eu invejo porque isso de pensar algo com o mote alheio é um recurso ultra empregado pela minha modesta (porém limpinha) pessoa. Diante da perplexidade da covardia dos soldados, eu acredito que talvez algo que explique o inexplicável da situação seja isso de visual do poema, do quase cinematográfico do poema: as velocidades diferentes que movem uma cidade...<br />
<br />
Certamente enquanto os três jovens, negros, pobres eram mortos, alguém, na mesma cidade, assava um bolo; pintava as unhas das mãos de esmalte “Areia” número 35; lavava o banco traseiro do carro; aguava samambaias; traía o marido em um motel cheio de espelhos; comprava lapiseira, esquadro e borracha ao filho; pegava carona ao treino de futebol; estudava para a prova de álgebra; comprava pão francês, presunto e queijo na padaria da esquina; lia a última fofoca sobre a separação da atriz da novela das oito; pedia um pingado, “mais escurinho do que claro”. Simultaneamente vivemos na mesma cidade, no mesmo país, mas o que ocorre é que estamos tão absortos em nossos próprios umbigos que não comungamos mais do que um espaço físico.<br />
<br />
Três jovens, negros e pobres, encontrados no dia 14 de junho no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada. David (24), Wellington (19) e Marcos (17) exibiam escoriações, mutilações e demais marcas de tortura. O Comando Militar do Leste (CML) informou que os rapazes foram detidos porque “desacataram” os soldados. Agora espera aí: que tipo de “desacato” três jovens negros, pobres, poderiam ter feito a brutamontes armados e fardados? Já não é “desacato” suficiente ter nascido num lugar pobre, com falta de saneamento básico, falta de educação, falta de perspectiva profissional? Não paro de visualizar a cena: imagine só, três jovens magros, negros, pobres, no morro. Sim, provavelmente eles deviam estar de chinelão imitation Havaianas (porque hoje em dia Havaianas é coisa cara, virou marca. Eu mesma tenho uma imitation que comprei no Méier por R$ 3,49). Tá, imagino os caras de chinelo, shorts, roupas leves e simples, pois estamos no Rio, é quente e além disso os rapazes são uns duros. Três pobres, pretos, de sandália imitation Havaianas “desacatam” homens armados do Exército.<br />
<br />
Mas que tipo de “desacato” pode ter acontecido? <br />
<br />
Não, não pára de entrar na minha cabeça o filme horrendo: e, com o momento da câmera em lentidão projeto a cena: a covardia se instaura. Quando estava em Dubai comprei o Corão em versão espanhol. Leia-se: “A pior forma de covardia é testar o poder na fraqueza do outro”.<br />
<br />
Três jovens entregues à favela rival como carne jogada a bichos famintos pelo próprio Exército?<br />
Três jovens de chinelo imitation Havaianas entregues como carne? <br />
<br />
Hoje li o artigo “O impensável”, da psicanalista Maria Rita Kehl, na <i>Folha de S. Paulo </i>e não pude discordar de seu pensamento. Porque não foi um artigo defendendo bandeiras, daqueles de tom ufanista, querendo defender uma causa pela “paz” e essas baboseiras que a zona sul inventa para amenizar. Ela escreve algo muito honesto: “Quando membros corruptos da PM carioca mataram a esmo 30 cidadãos em Queimados, houve um pequeno protesto em Nova Iguaçu. Cem pessoas nas ruas, familiares dos mortos, nada mais. Nenhum grupo pela paz foi até lá. Nenhuma Viva Rio reuniu gente de branco a marchar em Ipanema. Ninguém gritou ‘basta!’ na zona sul. Não é a mesma cidade, o mesmo país. Não nos identificamos com os absurdos que acontecem com eles”.<br />
<br />
Só que eu me identifiquei com o absurdo sim. Enquanto tentava escrever esse texto que tá truncado, ruim, que não se desenvolve pelo absurdo da situação e pelo absurdo que me impede de articular com propriedade uma lógica para algo que não tem lógica, lá vem o meu mano Lu e me diz: “Você ficou sabendo do cara que foi morto num cyber café em Londrina por uns malacos que se recusaram a pagar um real pelo uso das máquinas?”.<br />
<br />
Espera. Eu me identifico sim. Identifico-me porque o cara morto poderia ser meu irmão. Identifico-me porque dias atrás fiquei ouvindo uma masturbation mental em uma rodinha sobre a violência, “está feio o negócio!”, é preciso fechar a janela do carro porque “esse povo que vende bala na JK é tudo bandido”... Eu já não sei mais como agir... Todos se trancando em seus muros enormes, todos se defendendo uns dos outros – uns entregues como carne de segunda; outros mortos por um real; outros ainda preocupados em comprar um ar-condicionado porque o verão vem aí e é preciso trancar a janela, trancar as portas.<br />
<br />
Caralho! Que é que se faz? Não tem como não usar como mote um trecho do livro “Isto é um homem?”, de Primo Levi, escrito durante sua passagem em campo de concentração:<br />
<br />
Isto é o inferno. Hoje, em nosso tempo, o inferno pode assim ser descrito: uma sala grande e vazia, com alguns homens cansados, obrigados a ficar em pé. Nela há uma torneira que goteja, mas de sua água não se bebe, e ficamos aguardando por algo realmente terrível, porém nada ocorre. Que pensar?<br />
Já não se pode pensar, é como se estivéssemos mortos. Alguns se sentam no chão. O tempo transcorre gota a gota.<br />
<br />
Eu não sei o que pensar... Nem o que escrever. Eu não sei escrever sobre absurdos. Eu não sei escrever sobre os “mortos que voam para trás” nem mesmo com mote alheio.<br />
<br />
<br />
* * *<br />
<br />
APÊNDICE (texto de André Naddeo - BOL)<br />
<br />
Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, era o mais novo dos jovens assassinados. E o que tem a história mais irônica: seu sonho, desde garoto, foi ingressar no Exército. "Ele sonhava em fazer logo 18 anos para poder se alistar, ele queria usar farda e tudo o mais", relembra a mãe, Maria de Fátima Barbosa, 48, agora indignada ao ver que, supostamente, seu filho foi levado justamente por militares e entregue a uma facção criminosa. Desde cedo, para seu próprio sustento e dos seus outros seis irmãos, ajudava a mãe descarregando caminhões de areia em obras dentro da própria comunidade da Providência. "Ele arrumava um dinheirinho com isso, né. A gente não tinha dinheiro, sempre passamos por bastante dificuldade", conta. <br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/23/mortos-que-voam-para-tras">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://espiritodeporco.tipos.com.br/arquivo/2008/06/23/cansaco-e-uma-sessao-de-cinema">Cansaço e uma sessão de cinema</a></li><li><a href="http://chuva.tipos.com.br/arquivo/2008/06/23/diferencas-ou-de-que-lado-voce-samba">diferenças (ou... de que lado você samba)</a></li><li><a href="http://LFM.tipos.com.br/arquivo/2008/06/23/simples-assim">Simples assim</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/23/mortos-que-voam-para-tras</comments>
    <pubDate>Mon, 23 Jun 08 19:49:11 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Salve José Clementino Bispo dos Santos!!!</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/15/salve-jose-clementino-bispo-dos-santos</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/15/salve-jose-clementino-bispo-dos-santos</guid>
    <description><![CDATA[<b>Cântico à natureza</b><br />
Jamelão<br />
(Composição: Nelson Matos/ José Bispo/ A. Lourenço)<br />
<br />
Brilha no céu o astro rei com fulguração<br />
abrasando a terra anunciando o verão<br />
outono estação singela e pura<br />
é a pujança da natura<br />
dando frutos em profusão<br />
<br />
Inverno, chuva, geada e garoa<br />
molhando a terra preciosa e tão boa<br />
desponta a primavera triunfal<br />
são as estações do ano<br />
num desfile magistral<br />
<br />
A primavera matizada e viçosa<br />
pontilhada de amores<br />
engalanada, majestosa<br />
desabrocham as flores<br />
nos campos, nos jardins e nos quintais<br />
a primavera é a estação dos vegetais<br />
<br />
Oh! primavera adorada<br />
inspiradora de amores<br />
Oh! primavera idolatrada<br />
sublime estação das flores <br />
<br />
<br />
<%image(20080615-Jamelão.jpg|280|280|)%><br />
<br />
http://br.youtube.com/watch?v=xZWYaLFP1aU&feature=related<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/15/salve-jose-clementino-bispo-dos-santos">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/06/15/qui-beleza">Qui belêza</a></li><li><a href="http://beethoven.tipos.com.br/arquivo/2008/06/15/o-manjar-humano_2">O Manjar Humano.</a></li><li><a href="http://joao.tipos.com.br/arquivo/2008/06/15/eu-gostei-muito-desse-texto">Eu gostei muito desse texto...</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/15/salve-jose-clementino-bispo-dos-santos</comments>
    <pubDate>Sun, 15 Jun 08 11:05:43 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Nadja</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/13/nadja</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/13/nadja</guid>
    <description><![CDATA[Quem sou eu? Se pudesse metaforizar esta questão, talvez seria com algo como "a quem assusto?". Devo admitir que esta palavra realmente pode soar confusa, tendendo a permanecer entre as relações pessoais com certos seres que a mim me parecem tão estranhos, tão apegados à minha existência, inquietando meu espírito. Sim, o significado desta palavra vai muito além do que se revela à superfície. Por isto mesmo, ela, a palavra viva, não me oferece alternativas a não ser viver em estado de enigma, de modo que eu necessito "não ser" para poder, de fato, ser. E por mais distorcida que tal idéia se demonstre, a palavra... ah! a palavra sugere que aquilo que eu considero objetivo delibera que as manifestações de minha existência são meramente premissas, e, com os limites desta existência, manifesta-se uma ação cuja verdade é completamente desconhecida. <br />
(Versão própria do primeiro parágrafo de <i>Nadja</i>, de Breton, 1928. Fonte: da trad. em inglês de  Richard Howard)<br />
<br />
<%image(20080613-frida.jpg|241|360|)%><br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/13/nadja">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/06/13/tradutor-finneganesco-de-expressoes-1">Tradutor finneganesco de expressões #1</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/06/13/imperdivel">Imperdível</a></li><li><a href="http://milana.tipos.com.br/arquivo/2008/06/13/cineminha">Cineminha</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/13/nadja</comments>
    <pubDate>Fri, 13 Jun 08 12:11:27 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Infância</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/10/infancia</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/10/infancia</guid>
    <description><![CDATA[<%image(20080610-meninos.jpg|480|344|)%><br />
Meninos em curral de gado no Brasil<br />
(Fonte: hormoniosas.blogspot.com)<br />
<br />
<%image(20080610-menina Timor.jpg|264|391|)%><br />
Menina no Timor<br />
(Fonte: populo.weblog.com.pt)<br />
<br />
<%image(20080610-mãos.jpg|400|267|)%><br />
Mãos...<br />
(Fonte: www.anda.ca/fotos/2007/01/147647.jpg)<br />
<br />
<%image(20080610-Serra Leoa.jpg|287|240|)%><br />
Serra Leoa<br />
(Fonte: www.viomundo.com.br)<br />
<br />
<br />
[...] um primeiro grito desencadeia todos os outros, o primeiro grito ao nascer desencadeia uma vida...<br />
(Clarice Lispector em "A Paixão segundo GH") <br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/10/infancia">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://silfide.tipos.com.br/arquivo/2008/06/10/e-o-filo-continua">E O FILO CONTINUA...</a></li><li><a href="http://milana.tipos.com.br/arquivo/2008/06/10/dialogos-de-seriado">Diálogos de seriado</a></li><li><a href="http://marcela.tipos.com.br/arquivo/2008/06/10/imitando-mr-briguet">Imitando mr. Briguet</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/10/infancia</comments>
    <pubDate>Tue, 10 Jun 08 18:48:23 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>A Capadócia mora em mim</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/06/a-capadocia-mora-em-mim</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/06/a-capadocia-mora-em-mim</guid>
    <description><![CDATA[Tendo lido várias versões sobre a história do meu Jorje, Ogunzão que me abre os caminhos, bem, a mais notória é que ele foi um sorrrrdado lá pras bandas de Roma que não quis negar sua vida cristã. <br />
<br />
Após a morte do pai, mudou-se da Capadócia (Turquia) à Palestina, terra de sua mãe. Ocupou altas posições no exército romano. Foi decapitado na perseguição do Imperador Diocleciano, no ano 308, na Palestina. Isto porque o meu Santo converteu Alessandra, a esposa do Imperador. Quando ela recebeu o batismo, Jorge foi degolado. Das ist kaput!<br />
<br />
Existe todo um simbolismo envolto no martírio de Jorge. Venceu o Dragão de Silene na Líbia com sua lança, salvando a vida da filha do imperador. Sua sepultura encontra-se na cidade de Lídia, na Palestina. <br />
<br />
No século XII, a arte, literatura e religiosa popular representam São Jorge, como o soldado das Cruzadas, com manto e armadura com cruz vermelha, ereto sobre um cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. Ou, em outras palavras, Jorge é o cavaleiro da Cruz que derrota o dragão da maldade. <br />
<br />
<%image(20080606-i.jpg|321|414|)%><br />
<br />
É engraçado que há vários séculos há peregrinações ao túmulo do meu Jorge. Seu santuário já foi destruído e reconstruído uins paaaaarrrrr di veiz durante a história. Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge, padroeiro da Inglaterra até hoje. Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos. Olha só a ironia: Jorge é, de fato, turco!!!<br />
<br />
Mas é preciso deixar arrrrrgo bem craro! Ou como diz meu padrinho querido: "Broco é broco e crube é crube". A alegoria Ocidental de Jorge como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da Cruz e das ordens de cavalaria para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo é simples: ele mata um dragão. Expricaçãozis: os gregos começaram a representá-lo assim. O dragão simboliza a idolatria que ele enfrentou com as armas da Fé, e a donzela que o Santo defende representa a província da qual ele extirpou as heresias. A ata laudatória dos feitos dos mártires (Passio), que narra a vida de Jorge, é bem antiga e contém elementos legendários. Segundo sua primeira redação, Jorge era originário da Capadócia (região da atual Turquia). <br />
<br />
Mas um dos fatores que mais me agradam em Jorge é que além da crença cristã, ele também está presente na Umbanda, representado por Ogum. E Ogum, vejam só que coincidência, é meu Orixá! Sabia disso antes de ter essa veneração toda por Jorge!<br />
Jorge é lindo porque Jorge, antes de qualquer coisa, é Brasil! <br />
<br />
Amo Jorge com todas as minhas forças! Quando estive na Capadócia senti a maior emoção de toda minha vida! Eu, Jue e Rajaiea... A melhor viagem, a melhor... Foi algo surreal, mágico, sem explicações... Nós três explorando todas aquelas ruínas que serviam de esconderijo para os cristãos nas perseguições! Eu me arrepio com todo aquele cenário até hoje. Ai que saudades daqueles dias de frio, sol e felicidade, mochila nas costas, pouca comida, pouca vaidade, algo forte de espiritualidade... Nós três, andando por aquelas estradas sem fim! <br />
 <br />
Foi a partir daí que comecei a ter essa grande devoção por Jorge, o meu santo protetor. Ele está sempre sempre sempre ao meu lado. Amo Jorge, creio em Jorge, meu Ogum, e que ele teça meu caminho, sempre.<br />
<br />
Meu caminho está nas mãos ceifadas de Jorge.<br />
Mas "quem me levará sou eu", como diz aquela cançãããã do Dominguinhos e do Manduka.<br />
<br />
Eu e Jorge.<br />
<br />
Hoje tava prolixa, mas tudo bem, eu sou prolixa.<br />
<br />
E agora com licença porque eu vou trabalhar.<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/06/a-capadocia-mora-em-mim">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://adevogados.tipos.com.br/arquivo/2008/06/06/curso-para-chefe-ou-sacadinha-so-para-quem-tem-registro-em-carteira">CURSO PARA CHEFE (ou sacadinha só para quem tem registro em carteira)</a></li><li><a href="http://adevogados.tipos.com.br/arquivo/2008/06/06/cum-on-feel-the-noize">CUM ON FEEL THE NOIZE</a></li><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/06/06/interrogando-lielson-zeni">Interrogando Lielson Zeni</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/06/06/a-capadocia-mora-em-mim</comments>
    <pubDate>Fri, 06 Jun 08 18:35:17 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Pedro Páramo</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/13/pedro-paramo</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/13/pedro-paramo</guid>
    <description><![CDATA[Vine a Comala porque me dijeron que acá vivía mi padre, un tal Pedro Páramo. Mi madre me lo dijo.<br />
(Juan Rulfo)<br />
<br />
<%image(20080513-pedro.jpg|280|335|)%><br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/13/pedro-paramo">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/05/13/o-que-ele-pensou-quando">O que ele pensou quando...</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/05/13/versos-infantis">Versos infantis</a></li><li><a href="http://grota.tipos.com.br/arquivo/2008/05/13/le-fetiche-man">le fetiche man</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/13/pedro-paramo</comments>
    <pubDate>Tue, 13 May 08 15:52:24 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>100% Paraíba</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/12/100-paraiba</link>
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    <description><![CDATA[Quem usa do rótulo preconceituoso de "paraíba" para o brega, o pobre e o popular não conhece a Paraíba. Nunca nem passou por perto...<br />
Isso aqui é coisa linda. Aqui é minha segunda casa. <br />
Eu tenho muito orgulho de ter metade do meu sangue paraibano, de ter pai paraibano, de ter família paraibana... <br />
E para quem já vulgarizou o adjetivo "paraíba" com significado pejorativo, vai aí um recado: Suassuna é "paraíba", Augusto dos Anjos é "paraíba", Jackson do Pandeiro é "paraíba", José Américo de Almeida é "paraíba"... Paraíba como tantos outros. Paraíba como o João Gago, figura mítica viva que faz parte do folclore de Santo André. O João Gago é um senhor gago (por supuesto! Hehehe!), banguela, que usa várias correntes de ferro no pescoço e tem o engraçado hábito de roubar calcinhas do varal da mulherada de Santo André. João Gago é figura que vai sempre alegrar a minha vida.<br />
Eu também sou "paraíba".<br />
Que bom que vou ficar duas semanas aqui!!! Eu amo essa terra!!! Enquanto tá todo mundo aí no frio eu tô aqui de xórtiiis, curtindo a brisa do mar... Mas tô estudando, lógico...<br />
E como parte dos estudos, achei legal umas curiosidades sobre a antiga Revista Illustrada e sobre o Angelo Agostini, grande caricaturista da época. Italiano, chegou ao Brasil em 1859, fixando-se em São Paulo, onde, em 1864, deu início à sua carreira, publicando seus primeiros trabalhos em O Diabo Coxo.  E que nome do caralho esse!!! Fantástico! Por bem dizer, eu adoro os nomes das revistas antigas: O Diabo Coxo é campeão!!! Mas tem também O Mequetrefe, O Mosquito, O Besouro, O Malho... Quanta originalidade! E quanto humor!!!<br />
Mas, porém, contudo, todavia, eu curto pra caralho (Nossa! Que boca suja! Quanto caralho!) o trabalho do LAN ( LANFRANCO VASELLI ). Italiano criado no Uruguai, estudou arquitetura e iniciou sua carreira jornalística nas páginas do matutino El País. Contratado pela imprensa argentina em 1948, lá ficou até 1952. No mesmo ano, de passagem pelo Rio de Janeiro, foi convidado por Samuel Weiman a inaugurar o "Última Hora" paulista. Seis meses depois veio em definitivo para o Rio, onde trabalhou na edição carioca da U.H., Flan, O Globo, Manchete Esportiva, Correio da Manhã, etc. etc. e tal. EM 1963 passou a ser chargista excruzivus do JB.<br />
Entãocis, gosto do LAN pela sensibilidade crítica dele. Eis uma de suas charges excelentes:<br />
<br />
<%image(20080512-Lan.jpg|320|205|)%><br />
<br />
Então tá, agora termino porque hoje falei, falei, falei e falei e caí no nada. Como sempre. Pra não perder o costume. Verborréia. <br />
<br />
<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/12/100-paraiba">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://mrita.tipos.com.br/arquivo/2008/05/12/tpm">TPM</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/05/12/liberdade-liberdade">Liberdade, liberdade</a></li><li><a href="http://helena.tipos.com.br/arquivo/2008/05/12/obsessao_2">Obsessão</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/12/100-paraiba</comments>
    <pubDate>Mon, 12 May 08 17:08:48 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Maracatu Estrela de Ouro (PE)</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/08/maracatu-estrela-de-ouro-pe</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/08/maracatu-estrela-de-ouro-pe</guid>
    <description><![CDATA["Vim pra sambar bonito<br />
Vim dar toque do apito<br />
Por que se eu não sambar<br />
Que será de mim?"<br />
<br />
<%image(20080508-mara.jpg|300|201|)%><br />
<br />
www.estreladeouro.org<br />
<br />
Coisa mais linda!!!<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/08/maracatu-estrela-de-ouro-pe">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://marina.tipos.com.br/arquivo/2008/05/08/google-surfers">Google surfers.</a></li><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/05/08/encotrando-jesus-onde-menos-se-espera">Encotrando Jesus onde menos se espera</a></li><li><a href="http://gisele.tipos.com.br/arquivo/2008/05/08/vida-moderna">:: vida moderna</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/08/maracatu-estrela-de-ouro-pe</comments>
    <pubDate>Thu, 08 May 08 14:09:47 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Quem vem lá? Se é de samba pode se chegar...</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/03/quem-vem-la-se-e-de-samba-pode-se-chegar</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/03/quem-vem-la-se-e-de-samba-pode-se-chegar</guid>
    <description><![CDATA[O espelho caiu da parede. <br />
Caiu com ele o meu rosto. <br />
Com o meu rosto a minha sede. <br />
Com a minha sede meu desgosto. <br />
O meu desgosto de olhar, <br />
no espelho caído, o meu rosto.<br />
(A física do susto - Cassiano Ricardo)<br />
<br />
<br />
A vida é tudo o que tenho.<br />
A vida e somente a vida.<br />
É sobre ela que estou <br />
construindo a minha obra<br />
(Vicente do Rego Monteiro) <br />
<br />
<%image(20080503-vicente.jpg|412|500|null)%><br />
Vicente do Rego Monteiro, ilustração para  <i>Légendes, Croyances, et Talismans des Indiens de l'Amazone </i>(Paris, 1923). <br />
<br />
Existe um abismo entre a lágrima e a sua ausência.<br />
Por isso há os que choram,<br />
os que esperam a beira do caminho<br />
e os que cruzam horizontes em busca da brisa.<br />
(Um certo sertão - Celso Brito)<br />
<br />
<br />
E rindo, rindo ao perpassar das ilhas.<br />
— Está ele assombrado?... Porém, certo <br />
Dentro lhe idéia vária tumultua:<br />
Fala de aparições que há no deserto, <br />
Sobre as lagoas ao clarão da lua.<br />
(O Guesa / Canto terceiro - Sousândrade)<br />
<br />
<%image(20080503-Cópia de Gaudi-1024.jpg|256|192|null)%><br />
(Gaudí)<br />
<br />
Vejamos os meus últimos registros: Sábado pintei um retrato de mulher, cuja boca escancarada poderia lembrar um grito. Não o famoso grito do pintor nórdico Edward Munch, mas de alguém abrindo a boca, deixando escapar uma enorme língua serpentina que ninguém adivinha se está saindo ou retornando goela a dentro. Na noite de ontem, fui colecionando palavras num estado de semi-vigília e o resultado foi o seguinte: As coisas já não são as mesmas/ Uma fratura na alma/ É melhor limpar agora/ Um pálido cinzento da cinza/O rosado de uma rosa morta/ Ser um punhal/ Bem como a ferida/ Eu queria a escuridão/Aqui ela está. <br />
(Fragmento do diário de Brennand - 19 de maio de 1997) <br />
<br />
Meu ser evaporei na linda insana<br />
Do tropel de paixões, que me arrastava.<br />
Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava<br />
Em mim quase imortal a essência humana.<br />
(Meu ser evaporei na linda insana - Bocage)<br />
<br />
<%image(20080503-imagem.jpg|300|300|null)%><br />
Composição sobre tela (Cícero Dias)<br />
<br />
estou enlouquecida <br />
pelas ruas que se cruzam no abismo, <br />
pelos joelhos fraturados do tempo, <br />
pelas margens do rio sem peixes, <br />
pela verde angústia das folhas <br />
e pela lua que sai de teus dedos. <br />
(Haydée Sorensen )<br />
<br />
<br />
E pra fechar, Zé Limeira:<br />
<br />
Maihó de que Jesus Cristo<br />
Foi o Pai do velho Adão.<br />
Com medo de Satanás<br />
Fez o Sino Salomão.<br />
Quage ficou cadavérico...<br />
Malhó mais é Zé Américo<br />
Que não morreu do avião.<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/03/quem-vem-la-se-e-de-samba-pode-se-chegar">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://beethoven.tipos.com.br/arquivo/2008/05/03/post-41810">Post 41810</a></li><li><a href="http://fernanda.tipos.com.br/arquivo/2008/05/02/gratidao">Gratidão</a></li><li><a href="http://grota.tipos.com.br/arquivo/2008/05/02/dying">dying...</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/05/03/quem-vem-la-se-e-de-samba-pode-se-chegar</comments>
    <pubDate>Sat, 03 May 08 14:54:42 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Banheiro público</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/26/banheiro-publico</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/26/banheiro-publico</guid>
    <description><![CDATA[Excelente pra quem quiser versão online de dicionário. Basta ir ao link abaixo:<br />
<br />
http://www.ieb.usp.br/online/<br />
<br />
O dicionário do IEB da USP está fantástico. São oito volumes que compõem a obra, publicados ao longo de nove anos: volumes I e II, em 1712; III e IV, em 1713; volume V, em 1716, volumes VI e VII, em 1720 e o volume VIII, em 1721. Aos 8 volumes juntaram-se outros dois de suplementos publicados entre 1727 e 1728, contendo mais de cinco mil vocábulos que não constavam nos volumes anteriores. <br />
Trata-se de um dicionário fascinante porque, além de ser totalmente acessível, eis o compêndio do mais puro creme do milho verde da língua portuguesa. É coisa de raiz mesmo, dicionário não só etimológico - sobretudo trata da essência do idioma português, tão maltratado atualmente... Só para constar um exemplo nos anais, quinta-feira estava linda e formosa vindo pra UEM quando paro no sinal atrás de um caminhão. O que estava escrito na carroceria? "Faiz fletes". Sem brincadeira!!! O cara se superou!!! Mas também, a língua não permanece intacta, afinal é resíduo da condição sócio-econômica-cultural-blá-blá-blá da fala, né meu nego?<br />
<br />
<%image(20080426-dicionário.jpg|211|313|)%><br />
 <br />
E agora uma frase horrível que encontrei na porta do banheiro feminino do prédio da Letras na USP mês passado: "A diferenca entre cagar e dar o cu é meramente vetorial". Aiaiai!!!<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/26/banheiro-publico">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://zero.tipos.com.br/arquivo/2008/04/26/meu-blog-de-papel-cap-4episodio-de-hoje-a-situacao-esta-preta">meu blog de papel - cap. 4episódio de hoje: a situação está preta!</a></li><li><a href="http://zaratustra.tipos.com.br/arquivo/2008/04/26/senza-senso">Senza senso</a></li><li><a href="http://james.tipos.com.br/arquivo/2008/04/25/cientistas-gays-descobrem-o-gene-da-cristandade">Cientistas gays descobrem o gene da cristandade</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/26/banheiro-publico</comments>
    <pubDate>Sat, 26 Apr 08 13:03:39 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Qualédadinho?</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/24/qualedadinho</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/24/qualedadinho</guid>
    <description><![CDATA[O que te digo deve ser lido rapidamente como quando se olha.<br />
Eu, que quero a coisa mais primeira porque é fonte de geração – eu que ambiciona beber água da nascente da fonte –, eu que sou tudo isso, devo por sina e trágico destino só conhecer e experimentar os ecos de mim, porque não capto o mim propriamente dito. Estou numa expectativa estupefaciente, trêmula, maravilha, de costas para o mundo, e em alguma parte foge o inocente esquilo. Plantas, plantas. Fico dormitando no calor estivo do domingo que tem moscas voando em torno do açucareiro. Alarde colorido, o do domingo, e esplendiz madura. E tudo isso pintei há algum tempo e em outro domingo. E eis aquela tela antes virgem, agora coberta de cores maduras. Moscas azuis cintilam diante de minha janela aberta para o ar da rua entorpecida. O dia parece a pele esticada e lisa de uma fruta que numa pequena catástrofe os dentes rompem, o seu caldo escorre. <br />
Para me refazer e te refazer volto a meu estado de jardim e sombra, fresca realidade, mal existo e se existo é com delicado cuidado. Em redor da sombra faz calor de suor abundante. Estou viva. Mas sinto que ainda não alcancei os meus limites, fronteiras com o quê? sem fronteiras, a aventura da liberdade perigosa. Mas arrisco, vivo arriscando. Estou cheia de acácias balançando amarelas, e eu que mal e mal comecei a minha jornada, começo-a com um senso de tragédia, adivinhando para que o oceano perdido vão os meus passos de vida. E doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca. E tudo isso ganhei ao deixar de te amar. <br />
Escrevo-te como exercício de esboços antes de pintar. Vejo palavras.<br />
<br />
(<i>Água viva</i>, 1973 - Clarice Lispector)<br />
<br />
<%image(20080424-sonho.jpg|268|350|)%><br />
(Sonho de uma Prostituta - Cícero Dias)<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/24/qualedadinho">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/04/24/psicologia-infantil">Psicologia infantil</a></li><li><a href="http://marina.tipos.com.br/arquivo/2008/04/24/gente-grande">Gente grande.</a></li><li><a href="http://grota.tipos.com.br/arquivo/2008/04/24/cannes-08">cannes 08</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/24/qualedadinho</comments>
    <pubDate>Thu, 24 Apr 08 17:40:07 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Vamos saravar!!! YAÔ!!!</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/23/vamos-saravar-yao</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/23/vamos-saravar-yao</guid>
    <description><![CDATA[Hoje o dia tá de lascar!<br />
Primeiro que é dia de Jorge!<br />
Salve Jorge!<br />
Meu Jorge!<br />
Meu Ogun que sempre abre os caminhos e empurra paz e coragem pra minha alma.<br />
Continue ceifando meu caminho Jorge, continue...<br />
Eu te amo Jorge!!!<br />
Minha paixão por Jorge é coisa de raiz mesmo. Eu me apaixonei por Jorge na Capadócia, em 2001.<br />
A Capadócia é o lugar mais lindo desse mundo. Duvido que vou conhecer outro lugar tão mágico, duvido mesmo... Foi lá que Jorge entrou em mim. Entrou como coisa de árvore, que fica, que não sei nem com água nem com ablução.<br />
Ju, obrigada por ter me levado pra lá, obrigada por ter me dado essa alegria e esse espanto.<br />
E obrigada Rajaiea... Ainda que você não veja essa mensagem, obrigada. <br />
<br />
É, pois é, como se não bastassea, hoje é também aniversário de Pixinguinha!!! Cento e onze anos de Pixinguinha! Cara@#$%&*^%!!!!!<br />
<br />
<%image(20080423-pixinguinha.JPG|241|158|)%><br />
<br />
Eu sempre acreditei que não há coincidências, pois a gente precisa de uma pitada de misticismo pra viver... Mas caralho, Pixinguinha nascer no dia de Jorge, isso daí já é coisa sobrenatural, "supernatural" como diria o meu querido vizinho Steve Wonder... Só sei que dá uma alegria imensa ter nascido no mesmo país que esse "gênio da raça". Obrigada Pizindim! Obrigada "pequeno bom" por ter sido tudo isso e quando eu te escuto eu sinto que eu tô no lugar certo, na hora certa, na vida certa. <br />
Para quem quiser saber mais do Sr. Alfredo da Rocha Viana Filho, décimo quarto filho de uma família musicial, pra quem quiser saber mais desse flautista, saxofonista, compositor, cantor, arranjador e regente, pai do Choro e filho de Ogun, a dica é o seu site oficial: http://www.pixinguinha.com.br<br />
O site é excelente, dispondo de sua biografia, seu acervo, fotografias, depoimentos, etc... etc... e tal. Vale a pena entrar e fuçar na "mundiça", como diriam meus conterrâneos de Santo André, Paraíba. Tem inscruzivi o link pra rádio do Instituto Moreira Sales, que oferece uma gama de seu trabalho.<br />
Então tá, tô efuziva, tô passando até mal de tanta felicidade pelo dia de hoje. É data, sei que é invenção humana isso de datar e dedicar dias pro santo ou pras pessoas, mas eu compro essa idéia, ou melhor, eu compro esse gesto.<br />
<br />
YAÔ! YAÔ! Há uma festa de YAÔ!!!! E aí tem nega de Ogun, de Oxalá, de Iemanjá, mucama de Oxóssi caçador!!! No terreiro de Preto Véio iaia, vamos saravar!!!!<br />
<br />
<%image(20080423-ogum.jpg|240|238|)%><br />
<br />
Saravá Ogum!!!!!!!!<br />
<br />
Já andei pelo mundo afora, já andei...<br />
 <br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/23/vamos-saravar-yao">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://mrita.tipos.com.br/arquivo/2008/04/23/testemunha-nao-tks">Testemunha? Não, tks</a></li><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/04/23/vaca-enquete_3">Vaca Enquete</a></li><li><a href="http://james.tipos.com.br/arquivo/2008/04/23/conexoes">Conexões</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/23/vamos-saravar-yao</comments>
    <pubDate>Wed, 23 Apr 08 18:00:56 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Na floresta do alheamento</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/17/na-floresta-do-alheamento</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/17/na-floresta-do-alheamento</guid>
    <description><![CDATA[Aos meus irmãos<br />
<br />
Na infância havia a umidade leve da inocência deslocada nos atos e pensamentos de crianças que brigavam e brincavam em intensidade pareada. E aquilo era uma alegria. Mesmo as brigas. Até quando o irmão mais velho atracava no pescoço do mais novo e a mais nova grudava os dedos no emaranhado dos cabelos da mais velha. E os gritos saiam pela casa. Na adolescência a guerra se instaurou por motivos distintos: já não era mais o pacote de bolacha de morango o motivo da discórdia – agora era a posse do carro. Não se pegavam aos tapas, isso não, porém berravam para fazer prevalecer o domínio sob os objetos de disputa. Nessa época o mais velho não usava mais shorts de time de futebol: agora eram as calças boca de sino. A mais nova, com menos sardas, exibia os cabelos curtos. O mais novo, os caracóis longos. A mais velha continuava com os cabelos embaraçados.<br />
<br />
O que está na memória não se nomeia. Não se deve chamar pelo nome aquilo que um dia foi. E assim a pessoa sente em vida que é somente na distração que aquela música que queria tanto ouvir toca na rádio numa tarde inesperada no trânsito, e é só na mais pura desatenção que o amor te cruza olhares numa banca de esquina às seis da tarde, e é no minuto esquecido que você encontra a surpresa de uma carta num mês de maio qualquer, como também é na distração da caminhada rápida por avenidas largas que a pessoa se olha no espelho e percebe que o rosto envelheceu, e é somente e tão somente na validade da distração que se entende que nós quatro éramos um.<br />
<br />
<%image(20080417-Portinari 1.jpg|443|327|)%><br />
(Portinari - Circo, 1932)<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/17/na-floresta-do-alheamento">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://milana.tipos.com.br/arquivo/2008/04/17/novela-anticoncepcional">Novela Anticoncepcional</a></li><li><a href="http://blergh.tipos.com.br/arquivo/2008/04/17/mordiscando-a-neo-solteirice">Mordiscando a neo-solteirice</a></li><li><a href="http://galvez.tipos.com.br/arquivo/2008/04/17/esta-e-a-nossa-imprensa-livre-e-independente">Esta é a nossa imprensa livre e independente</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/17/na-floresta-do-alheamento</comments>
    <pubDate>Thu, 17 Apr 08 14:25:07 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Giorgos Seferis (Trad. Darcy Damasceno)</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/15/giorgos-seferis-trad-darcy-damasceno</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/15/giorgos-seferis-trad-darcy-damasceno</guid>
    <description><![CDATA[<i>Nós que nada tínhamos, lhes ensinaremos a paz.<br />
<br />
<%image(20080415-Tpastoral50.jpg|228|298|null)%><br />
(Tarsila - Pastoril, 1927)<br />
<br />
Dá-nos, fora do sono, a serenidade.<br />
<br />
Teus olhos vão esvaziar-se da luz do dia,<br />
como se calam, de repente, juntas, as cigarras.<br />
<br />
Como juntar<br />
os mil ínfimos resíduos<br />
de cada homem?<br />
<br />
Minhas mãos se perdem e me voltam, <br />
mutiladas.<br />
<br />
Mulher nua<br />
a romã que te pariu estava <br />
cheia de estrelas.</i><br />
<br />
<%image(20080415-TLua50.jpg|203|207|null)%><br />
(Tarsila - A Lua, 1928)<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/15/giorgos-seferis-trad-darcy-damasceno">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://gisele.tipos.com.br/arquivo/2008/04/15/fandango">:: fandango ...</a></li><li><a href="http://vidal.tipos.com.br/arquivo/2008/04/14/pequenos-grandes-assuntos">Pequenos grandes assuntos</a></li><li><a href="http://nanda.tipos.com.br/arquivo/2008/04/14/anedotas-da-firma-2">anedotas da fiRma [2]</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/15/giorgos-seferis-trad-darcy-damasceno</comments>
    <pubDate>Tue, 15 Apr 08 10:45:49 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>O retrato fiel</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/14/o-retrato-fiel</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/14/o-retrato-fiel</guid>
    <description><![CDATA[<i>Minha cara verdadeira<br />
fugiu às penas do corpo,<br />
ficou isenta da vida.</i>(Gilka Machado)<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/14/o-retrato-fiel">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://gabi.tipos.com.br/arquivo/2008/04/13/morar-e-so-dentro-da-gente">Morar é só dentro da gente</a></li><li><a href="http://fernanda.tipos.com.br/arquivo/2008/04/13/london">London</a></li><li><a href="http://vanessagummo.tipos.com.br/arquivo/2008/04/13/post-41620">Post 41620</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/14/o-retrato-fiel</comments>
    <pubDate>Mon, 14 Apr 08 00:19:06 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title></title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/04/post-41521</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/04/post-41521</guid>
    <description><![CDATA[<i>A punto de ser : ¿qué? No lo sabemos. Entre la pregunta y la respuesta brota ese algo que nos cambia y que convierte el hombre en una criatura imprevisible.</i><br />
(Octavio Paz)<br />
<br />
Entre a pergunta e a resposta: eis o lugar do hiato.<br />
E esse hiato é o fio que corta toda a minha dimensão.<br />
Fio amolado para entrar na carne do abstrato e revelar<br />
todo o meu não-saber.<br />
<br />
"Aí maluco, eu vô te dizer qual é a parada: eu só sei que não sei de nada porra!". Se o Sócrates fosse vivo ele expressaria algo assim pros brothers dele no boteco. E o pior é que iam dizer que ele estava ou doido de pinga ou de crack.<br />
<br />
O cânone é o cânone meu fio. Não há o que se fazer.<br />
<br />
<%image(20080404-Copy of IMG_0014.JPG|615|461|)%><br />
<br />
(Estrada de Taperoá, terra do Mestre Suassuna, a caminho de Santo André, PB - o sertão nordestino é mágico, surreal. Melhor lugar do mundo)<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/04/post-41521">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://aurelia.tipos.com.br/arquivo/2008/04/04/gigante">gigante</a></li><li><a href="http://chuva.tipos.com.br/arquivo/2008/04/04/pretensoes">pretensões</a></li><li><a href="http://sara.tipos.com.br/arquivo/2008/04/03/a-nao-vida-das-cores">a (não) vida das cores</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/04/post-41521</comments>
    <pubDate>Fri, 04 Apr 08 10:20:06 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Trago seu homem em 10 dias</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/03/trago-seu-homem-em-10-dias</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/03/trago-seu-homem-em-10-dias</guid>
    <description><![CDATA[<i>Descobre, vê, mostra os seres da vida primeira; faz viver para nós esse grande tempo imóvel onde os seres nascem e crescem como hastes inflexíveis, onde os homens são, desde o primeiro surgir, seres sobre-humanos </i><br />
(Bachelard)<br />
<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/03/trago-seu-homem-em-10-dias">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://espiritodeporco.tipos.com.br/arquivo/2008/04/03/silencio-e-ouro">Silêncio é ouro</a></li><li><a href="http://aurelia.tipos.com.br/arquivo/2008/04/03/ultima-partida">última partida</a></li><li><a href="http://aurelia.tipos.com.br/arquivo/2008/04/03/grandes-novidhades-parte-2">grandes novidhades - parte 2</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/04/03/trago-seu-homem-em-10-dias</comments>
    <pubDate>Thu, 03 Apr 08 19:01:50 -0300</pubDate>
</item>

<item>
        <title>Em estado de vigília</title>
    <link>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/03/25/em-estado-de-vigilia</link>
    <guid>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/03/25/em-estado-de-vigilia</guid>
    <description><![CDATA[<%image(20080325-ab.jpg|228|172|null)%><br />
<i>Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. [...] Faço paisagens com o que sinto. [...] Desenrolo-me como uma meada multicolor, ou faço comigo figuras de cordel, como as que se tecem nas mãos espetadas e se passam de uma criança para as outras. [...]<br />
Viver é fazer meia com uma intenção dos outros. [...]. Crochê das coisas. Intervalo... Nada... </i>(Bernardo Soares - ou Fernando Pessoa? - em <i>Livro do desassossego</i>, fragmento 12)<br />
<br />
Isso do “crochê das coisas” é coisa boa, como uma mão que emaranha palavras. Mas não só a palavra. Tampouco a falta dela. Há igualmente um desassossego entre “o sonhar” e “o agir”; há uma espécie de fuga do mundo, como se as voz narrativa buscasse encontrar outras vivências num permanente estado de vigília:<br />
<br />
<i>Tenho sonhado muito. [...] De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos. Em sonhos consegui tudo. Também tenho despertado, mas que importa? Quantos Césares fui!  </i> (Idem, fragmento 102)<br />
<br />
<%image(20080325-abc.jpg|237|178|null)%><br />
<br />
Este estado de torpor pode ser definido ao se concluir quando a gente acorda pela manhã e vê que o mundo da palavra é uma possibilidade infinita de personagens que nos fazem um ser uno... Todos essas personagens que nos habitam. Antes de ser coisa narrada, a narrativa é forma de narrar o mundo. Na transição sono-vigília o devaneio surge como solução absoluta, já que o narrador passa a se encontrar em outro espaço, cuja paisagem traduz seu espírito de inquietação.<br />
<br />
Viajar é estar em pleno estado de vigília.<br />
<br />
<%image(20080325-abcd.jpg|339|253|null)%><br />
<br />
<br /><br /><strong><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/03/25/em-estado-de-vigilia">Clique aqui para ler os comentários deste post.</a></strong><h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3><ul><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/03/25/companeros">¡Compañeros!</a></li><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/03/25/infamia-em-pequena-escala-perspectiva-cavalera">Infâmia em pequena escala (perspectiva cavalera)</a></li><li><a href="http://ariadne.tipos.com.br/arquivo/2008/03/25/o-boteco-wc-e-a-magia-do-cinema">O Boteco-WC e a Magia do Cinema</a></li></ul>]]></description>
    <category><![CDATA[geral]]></category>
    <comments>http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/03/25/em-estado-de-vigilia</comments>
    <pubDate>Tue, 25 Mar 08 10:34:15 -0300</pubDate>
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    </channel>
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