Y así medio bailando, medio volando...

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Tango.
Quando a confusão mental se instaura diante de milhares de possibilidades, daí a trilha do meu momento é tango. Meu Deus, mas são tantas portas que eu nem sei quais abrir!!! (- Vem cá: mas pode abrir mais de uma porta?).
I don´t know, muchas escojas... Son largos los caminos e eu só sei mesmo que tango é drama puro e como é bom ser dramáááááááático!
Sabe, hoje me toquei que prefiro ser assim estragada mesmo, prefiro toda essa dramaticidade carregada ao invés da coisa morna.
É assim que hoje um amigo me definiu e que me defino eumyselfmesma também: sou drama puro. Organicamente dramática, do dedão do pé direito aos rins e vasos linfáticos.

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Ortega y Gasset vai bem agora, purão, sem gelo, caubói mesmo:
O nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra a nossa vida.
Mas esta fatalidade vital não se parece à mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajetória está absolutamente pré-determinada. A fatalidade em que nos encontramos ao cair neste mundo – o mundo é sempre este, este de agora – consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajetória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos... a escolher.

Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo.

As circunstâncias são o dilema, sempre novo...

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