100% Paraíba

Quem usa do rótulo preconceituoso de "paraíba" para o brega, o pobre e o popular não conhece a Paraíba. Nunca nem passou por perto...
Isso aqui é coisa linda. Aqui é minha segunda casa.
Eu tenho muito orgulho de ter metade do meu sangue paraibano, de ter pai paraibano, de ter família paraibana...
E para quem já vulgarizou o adjetivo "paraíba" com significado pejorativo, vai aí um recado: Suassuna é "paraíba", Augusto dos Anjos é "paraíba", Jackson do Pandeiro é "paraíba", José Américo de Almeida é "paraíba"... Paraíba como tantos outros. Paraíba como o João Gago, figura mítica viva que faz parte do folclore de Santo André. O João Gago é um senhor gago (por supuesto! Hehehe!), banguela, que usa várias correntes de ferro no pescoço e tem o engraçado hábito de roubar calcinhas do varal da mulherada de Santo André. João Gago é figura que vai sempre alegrar a minha vida.
Eu também sou "paraíba".
Que bom que vou ficar duas semanas aqui!!! Eu amo essa terra!!! Enquanto tá todo mundo aí no frio eu tô aqui de xórtiiis, curtindo a brisa do mar... Mas tô estudando, lógico...
E como parte dos estudos, achei legal umas curiosidades sobre a antiga Revista Illustrada e sobre o Angelo Agostini, grande caricaturista da época. Italiano, chegou ao Brasil em 1859, fixando-se em São Paulo, onde, em 1864, deu início à sua carreira, publicando seus primeiros trabalhos em O Diabo Coxo. E que nome do caralho esse!!! Fantástico! Por bem dizer, eu adoro os nomes das revistas antigas: O Diabo Coxo é campeão!!! Mas tem também O Mequetrefe, O Mosquito, O Besouro, O Malho... Quanta originalidade! E quanto humor!!!
Mas, porém, contudo, todavia, eu curto pra caralho (Nossa! Que boca suja! Quanto caralho!) o trabalho do LAN ( LANFRANCO VASELLI ). Italiano criado no Uruguai, estudou arquitetura e iniciou sua carreira jornalística nas páginas do matutino El País. Contratado pela imprensa argentina em 1948, lá ficou até 1952. No mesmo ano, de passagem pelo Rio de Janeiro, foi convidado por Samuel Weiman a inaugurar o "Última Hora" paulista. Seis meses depois veio em definitivo para o Rio, onde trabalhou na edição carioca da U.H., Flan, O Globo, Manchete Esportiva, Correio da Manhã, etc. etc. e tal. EM 1963 passou a ser chargista excruzivus do JB.
Entãocis, gosto do LAN pela sensibilidade crítica dele. Eis uma de suas charges excelentes:



Então tá, agora termino porque hoje falei, falei, falei e falei e caí no nada. Como sempre. Pra não perder o costume. Verborréia.


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