Romanceiro gitano

null

Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la están mirando
y ella no puede mirarlas.

Dispensa comentários Federicossssss...

null


 

Ach-hadu an Iá iláha il-la Allah

Amo Virginia Woolf. Ela é muito densa, fala o que precisa ser falado dentro.
Ela grita em mim.
E eu agradeço.
Agora trechos de “The Waves”. Vou usar a tradução da Lya Luft porque ela fez um trabalho belíssimo. Essa é sem dúvidas uma das melhores traduções que já li.
Os trechos são pra você Ju.
Opyorum.

No correr de minha vida [...] farei o gigantesco amálgama das discrepâncias tão cruelmente óbvias em mim. Conseguirei isso à força de tanto sofrer. Vou bater. Vou entrar.


(Capadócia)

Sou as estações , penso às vezes, janeiro, maio, novembro, a lama, a neblina, a madrugada. Não posso agitar-me nem esvoaçar docemente, nem misturar-me com outras pessoas. Mas agora, recostada neste portão até o ferro deixar marcas nos meus braços, sinto o peso que se formou dentro de mim.


(Chá turco)

E como, sob certo aspecto, sou iludido, porque a pessoa está sempre mudando, e o desejo não, e pela manhã não sei com quem me sentarei à noite, nunca estagno; ergo-me de minhas piores desgraças, volto, transformo-me. Pedregulhos ricocheteiam na armadura de meu corpo musculoso e distendido. Envelhecerei nessa busca.


(Yeni Camii)

Corre ouro em nossas veias. Um, dois; um, dois; o coração pulsa quieto, confiante, em um transe de bem-estar, um êxtase de bondade; e vejam – as partes mais longínquas da Terra – sombras pálidas no mais longínquo horizonte, como a Índia, por exemplo, estão ao nosso alcance. O mundo que fora encolhido, arredonda-se; províncias remotas são retiradas das trevas; vemos estradas lamacentas, florestas intrincadas, bandos de homem e o abutre que se alimenta de uma carcaça inchada, como se estivessem dentro do nosso meio, como parte da nossa esplêndida e altiva província, pois, cavalgando sozinha uma égua mordida de pulgas, Percival avança por uma trilha solitária, tem sua tenda presa entre árvores desoladas, diante de montanhas enormes.


(Hagia sofia)

A reserva comum de experiência é muito funda. Temos entre nós bandos de crianças de dois sexos, que educamos, que visitamos na escola com sarampo e que criamos para herdarem nossas casas. De um modo ou de outro, fazemos este dia, esta sexta-feira, alguns indo aos tribunais; outros à cidade; outros ao berçário; outros marchando em filas de quatro. Um milhão de mãos bordam, erguem caixas com tijolos. A atividade é interminável. E amanhã recomeça; amanhã faremos o sábado. Alguns pegarão o trem para a França; outros, o navio para a Índia. Alguns nunca voltarão a esta sala. Um pode morrer esta noite. Outro gerará um filho. De nós brotará toda espécie de construção, política, felicidade, poema, filho, fábrica. A vida chega; a vida se vai; nós fazemos a vida.


(Capadócia)

Mas quando você chega, tudo muda. As xícaras e pires mudaram quando você entrou esta manhã. Não pode haver dúvida, pensei, afastando o jornal, de que nossas insignificantes vidas, disformes como são, assumem esplendor e significado apenas aos olhos do amor.


(Ulus - Ankara)

Cada visão é um arabesco traçado de súbito para ilustrar um capricho ou a maravilha de um momento de intimidade. A neve, o cano estourado, a banheira de folha-de-flandres, os gansos chineses – são sinais lançados ao alto, onde, olhando para trás, leio a característica de cada amor; como cada um era diferente.


 
Google

Arquivos